Vazamento de dados da Uber: brasileiros afetados recebem alertas sobre incidente

Por Jessica Pinheiro | 12 de Abril de 2018 às 11h30
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O vazamento de dados de 57 milhões de usuários da Uber que aconteceu em 2016 continua repercutindo, inclusive em território nacional. No começo de fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) havia dado quinze dias à Uber para que ela esclarecesse o incidente em que 196 mil brasileiros tiveram informações pessoais vazadas.

Como parte da justificativa requisitada há cerca de dois meses pelo MPF, a Uber começou a avisar os cidadãos nacionais afetados pelo caso por meio de e-mails. Na mensagem, a empresa de caronas pede desculpas aos usuários e alega que dados como nomes, e-mails e números de telefone foram comprometidos no vazamento. Mesmo assim, de acordo com a companhia, não foi identificada nenhuma fraude ou uso indevido até o momento, e a notificação é apenas para que as vítimas do incidente tenham conhecimento do que aconteceu.

Em meio aos alertas, a Uber esclarece que “especialistas externos não identificaram nenhum indício de download de históricos de locais de viagens, números de cartões de crédito e contas bancárias, ou datas de nascimento”.

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Os e-mails enviados aos brasileiros que foram expostos também fazem parte do acordo que a plataforma de corridas fez com a Proteção dos Dados Pessoais do Ministério Público (MPDFT), uma vez que no Brasil não existe a exigência de que as autoridades notifiquem os usuários em caso de violação de dados – uma prática já em vigor nos Estados Unidos, por exemplo. Ainda assim, a plataforma que conecta motoristas a passageiros afirma que está colaborando com as investigações.

Caso antigo

Embora o incidente tenha acontecido em 2016, o caso só veio à tona no final de 2017, quando a própria Uber confessou em novembro que teria sofrido um ataque. As apurações que ocorreram até então apontam para o envolvimento de um jovem americano de 20 anos de idade, que reside na Flórida. Os dados supostamente vazados por ele e mais uma pessoa ainda não identificada incluem informações de passageiros e motoristas.

O inquérito ainda investiga algumas ações da companhia, como por exemplo a decisão de pagar US$ 100 mil aos criminosos para que os dados não fossem revelados na internet. Além disso, a Uber ainda foi acusada por um ex-funcionário de manter um departamento de espionagem responsável por contratar hackers para roubar informações de concorrentes. Por fim, no início de março, o procurador geral da Pensilvânia, nos Estados Unidos, registrou um processo contra o aplicativo.

Fonte: UOL

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