Twitter fecha parceria com agências de notícias para denunciar tuítes mentirosos

Twitter fecha parceria com agências de notícias para denunciar tuítes mentirosos

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 03 de Agosto de 2021 às 10h21
Solen Feyissa/Pexels

O Twitter anunciou uma parceria com duas das maiores agências de notícias do mundo para entregar informações confiáveis e evitar a disseminação de notícias falsas. Com o acordo, a equipe de curadoria do Twitter poderá adicionar contexto às notícias e tendências da rede, além de criar rótulos para indicar desinformação ou boatos.

As agências parcerias serão a Associated Press (AP) e a Reuters, duas das maiores do planeta. Com o fornecimento de conteúdo qualificado, será possível exibir isso no topo dos resultados de pesquisas para certas palavras-chave ou hashtags.

Notícias vão trazer informações confiáveis e corrigir distorções em tuítes (Imagem: Reprodução/Twitter)

Esta equipe destacada pela rede social deve criar pequenos hubs com dados e notícias relevantes a grandes temáticas, como eleições, emergências de saúde pública, eventos internacionais e outros acontecimentos. Tuítes populares também poderão ser rotulados com informações de contexto de fontes confiáveis.

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Essa última medida pode ser uma forma eficaz de desmentir lideranças políticas e influenciadores digitais sem necessariamente censurar os posts. Logo abaixo do tuíte, estaria um aviso de informação falsa e o link para dados corretos.

A aba Explorar e os Assuntos do Momento devem ser os mais afetados pela parceria. Aquela variedade de assuntos, apresentada sob medida conforme o gosto do usuário, deve incluir dados das agências. Portanto, mesmo se você foi um utilizador acostumado a receber informações de fontes mentirosas, o Twitter poderá ajudar a esclarecer as coisas.

Serviço não é relacionado com punições e banimentos

Segundo o portal TechCrunch, esse time atuará de forma separada dos profissionais que lidam com a segurança da plataforma, responsáveis por determinar quais tuítes violam as diretrizes e, portanto, necessitam de ações punitivas, como remoção ou banimento. Isso é fundamental para garantir a lisura do processo, já que os envolvidos na produção da notícia tendem a ser bem menos imparciais para julgar o que divergir do seu conteúdo.

Por outro lado, as notícias de fontes seguras podem reduzir a disseminação viral de informações falsas. Assim que notarem essa curva de crescimento, os profissionais podem intervir e adicionar os links de contexto para esclarecer o usuário.

A parceria também deve fortalecer o Birdwatch, uma ferramenta do próprio Twitter para verificar fatos. Ele deve se manter ativo, mas com um enfoque menos noticioso e mais amplo, de modo complementar à checagem de informações.

O ex-presidente dos Estados Unidos foi banido por violar regras do Twitter (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Uma das maiores dificuldades da plataforma é fazer esse gerenciamento, já que o caráter imediatista da rede faz com que conteúdos viralizem muito rápido. Basta lembrar como a plataforma já foi usada por militantes políticos, presidentes e ex-presidentes e outras personalidades para influenciar pessoas ou manipular fatos à seu favor. A invasão ao prédio do Capitólio, no começo de 2021, foi um marco neste sentido, já que a escalada da violência ocorreu por meio do Twitter.

Por enquanto, o serviço será focado em conteúdos em inglês, mas a empresa espera expandir também outros idiomas. Se tudo correr conforme o planejado, é esperado que a novidade desembarque também no Brasil, afinal o país já conta com versões em português dessas duas agências noticiosas.

Como não há previsão de quando isso ocorra, o jeito é aguardar e sempre checar dados em mais de uma fonte antes de disseminar tudo por aí. Como você faz para saber se uma informação é confiável? Relate sua experiência nos comentários.

Fonte: TwitterTechCrunch

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