Quantas vezes um artista precisa tocar no Spotify para ganhar um salário mínimo?

Por Rubens Eishima | 16 de Março de 2020 às 12h00
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Se você acha que os serviços de streaming estão popularizando o acesso à música, é bem provável que esteja certo, mas isso não significa que as plataformas tenham facilitado a vida dos artistas, como mostra um infográfico da organização britânica Broadbandchoices.

O faturamento bilionário das gravadoras com serviços de streaming pode até levar os consumidores a acreditar que mais músicos estão enchendo os bolsos de dinheiro, com crescimento das assinaturas na casa dos dois dígitos, mas a realidade é que a vida da maioria dos artistas continua difícil.

Batizado de “Sing for your Supper” (cante pela sua janta, em tradução direta), a imagem mostra quantas reproduções de música um artista precisa ter por ano para ganhar um salário mínimo em quinze países, incluindo o Brasil; isso, nos principais serviços de música online:

Substitua as vírgulas por pontos (imagem: Broadbandchoices.co.uk)

A organização estima que, para um artista brasileiro, é preciso que suas músicas alcancem pouco mais de 790 mil reproduções no Spotify para que receba um salário mínimo. O número atual é um pouco mais baixo, já que o valor do salário mínimo foi calculado quando a cotação do dólar estava próxima de 4 reais.

No YouTube, o número de reproduções necessárias para receber 3.500 dólares (cerca de R$ 17.400,00 na cotação da data de publicação deste texto) é de pouco mais de 5 milhões. Para chegar no mesmo valor, é preciso 470.857 reproduções na Apple Music, 269.533 no Tidal, 540.750 no Deezer ou 860.896 na Amazon.

É importante destacar que o cálculo foi feito com base em valores médios pagos pelos serviços, os royalties nos contratos mudam de artista para artista, além de sofrerem a influência de outros fatores como acordos com gravadoras e regiões do planeta.

A polêmica não é recente e já envolveu até a cantora norte-americana Taylor Swift que, em 2014, retirou suas músicas do catálogo do Spotify, decisão da qual só voltou atrás em 2017. Na época em que a cantora reclamou do baixo pagamento por reprodução de suas músicas, o diretor-executivo do Spotify chegou a insinuar que as gravadoras não estariam repassando adequadamente os bilhões de dólares em royalties pagos pelo serviço de streaming.

Fonte: Broadbandchoices via Mashable

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