Organização pede que Mark Zuckerberg aposente o Messenger Kids

Por Redação | 30 de Janeiro de 2018 às 18h30

Lançado em dezembro do ano passado, o Messenger Kids é a tentativa do Facebook de criar um mensageiro seguro para crianças, equipado com controle parental. Contudo, questões referentes à privacidade dos dados das crianças usuárias vêm sendo levantadas desde então e, agora, uma organização que defende os direitos das crianças nos Estados Unidos está pedindo que Mark Zuckerberg aposente o aplicativo.

A organização se chama Campaign for a Commercial-Free Childhood ("Campanha por uma infância livre de comércios", em tradução livre), e enviou uma carta diretamente ao CEO da rede social nesta terça-feira (30) com o pedido, argumentando que as redes sociais prejudicam o desenvolvimento e o bem-estar de crianças, especialmente as mais novas. Eles acreditam que as crianças não estão preparadas para lidar com relacionamentos virtuais e não entendem questões como a da privacidade na internet, além de terem acesso a conteúdos inapropriados em texto, vídeos e fotos.


A carta foi assinada por quase 100 pessoas que defendem o bem-estar infantil, citando estudos que relacionam o uso de redes sociais à depressão em crianças, incluindo problemas como imagem corporal negativa, privação do sono e aumento nos níveis de estresse. E a questão da privacidade foi novamente abordada.

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Segundo dados do AppAnnie, o Messenger Kids chegou a constar no 36º lugar na App Store dos Estados Unidos na seção "Kids Apple" e, ainda que não seja tão popular quanto o Messenger tradicional, isso mostra que o Kids está sendo bastante utilizado entre os pequenos. Em resposta à carta, um porta-voz do Facebook disse que, desde o lançamento do app, pais de crianças que já usam o aplicativo disseram que o Kids "permitiu que seus filhos ficassem em contato com familiares próximos e distantes", incluindo pais trabalhando em turnos noturnos, que, com o app, puderam ler histórias de dormir para seus filhos, bem como mães que viajam a trabalho puderam saber diariamente como seus filhos estavam em casa.

Mas a companhia não está insistindo no uso do app sem tomar medidas que acalmem os corações de pais e mães por aí. Em dezembro, o Facebook anunciou investimentos em pesquisas para descobrir quanto tempo usando redes sociais pode ser considerado prejudicial, mas, até o momento, não disse nada sobre a melhorias no que diz respeito à privacidade dos dados dos usuários mirins, tampouco se atenderá ao pedido da organização, descontinuando o Messenger Kids.

Fonte: Washington Post

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