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Microsoft mostra que Internet Explorer ainda não morreu totalmente; entenda

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Rubens Eishima/Canaltech
Rubens Eishima/Canaltech

A Microsoft lançou uma ferramenta para permitir que desenvolvedores verifiquem se seus sites são capazes de rodar no Internet Explorer. O Internet Explorer Driver (IEDriver) possibilita que organizações e profissionais garantam que seus programas ou páginas ainda rodem na versão 11 do navegador.

Embora o IE 11 tenha sido descontinuado com a chegada do Edge, é fato que muitas empresas ainda dependem do programa para rodar suas aplicações cotidianas. Em razão disso, mesmo que tenham computadores de última geração, essas pessoas ficam restritas ao antigo navegador, que teve amplo domínio do mercado nos anos 2000.

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Especialistas em automação de navegadores do Projeto Selenium decidiram criar uma solução para quem deseja (ou necessita) manter sites ou aplicativos legados rodando por mais algum tempo. Foi assim que surgiu o Internet Explorer Driver, criado pela própria Microsoft, para suprir essa dificuldade.

O Edge oferece um "modo Internet Explorer" baseado em Chromium, mas a experiência não é a mesma de rodar no falecido software da criadora do Windows. Se a aplicação rodar corretamente no IEDriver, significa que deve funcionar conforme o esperado no modo IE do Edge.

Internet Explorer Driver funcionará até 2029

Há suporte a várias linguagens de programação, tais como C#, Python, Java e JavaScript. A Microsoft garante suporte até 2029, o que deve dar tempo mais do que suficiente aos desenvolvedores para migrar seus projetos e deixá-los plenamente estáveis para o Edge.

Mesmo com o enterro do Internet Explorer 11 marcado para 15 de junho de 2022, profissionais do mundo inteiro ganharam um prazo bastante dilatado para arrumar a casa. Já não é mais possível baixá-lo nas páginas de forma oficial e a empresa encerrou a compatibilidade dos aplicativos da suíte Microsoft 365, por isso a experiência de usar o Word ou o Excel online pode ser frustrante.

A migração vai além da modernização de projetos: com o fim do suporte, o navegador ficará sujeito a brechas que podem ser explorados por criminosos. Há também várias páginas que não rodam mais no browser, afinal não há suporte para padrões atuais — até a pesquisa do Google também já não é mais a mesma.

Fonte: Microsoft, Selenium