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Microsoft desiste de proibir venda de apps open source na loja do Windows

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Alveni Lisboa/Canaltech
Alveni Lisboa/Canaltech

A Microsoft retrocedeu na sua ideia de banir desenvolvedores que vendessem softwares de código aberto na loja de aplicativos do Windows 11 e Windows 10. A decisão era fruto de uma mudança na política da empresa para barrar golpistas, que apenas reembalariam apps tradicionais gratuitos para lucrar em cima, mas acabou afetando criadores legítimos.

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Prevista para vigorar no início desta semana, a regra proibia a comercialização de programas criados sobre open source, ou seja, códigos abertos e gratuitos que qualquer pessoa pode modificar. Pequenos desenvolvedores, principalmente, pegam essas bases de dados, melhoram e distribuem na web em um formato grátis (com incentivo à doação) ou por um preço módico de aquisição.

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O anúncio da decisão original pegou muita gente de surpresa e fez com que uma onda de protestos tomasse a comunidade de desenvolvedores. A reclamação parece ter dado resultado, porque a gigante do software cancelou a mudança.

Política que prejudicaria os desenvolvedores corretos

O gerente geral da Microsoft Store, Giorgio Sardo, usou seu perfil no Twitter para anunciar o fim da proibição. "No mês passado, compartilhamos algumas atualizações nas políticas da Microsoft Store para ajudar a proteger os clientes de listagens de produtos enganosas. Ouvimos seus comentários e hoje fizemos uma alteração na política 10.8.7 e 11.2", disse.

Na prática, a política aprovada se manteve, mas foi excluído o trecho que mencionava a precificação de produtos de código aberto. Segundo Sardo, a decisão foi tomada em razão do compromisso da empresa de construir uma loja aberta, com flexibilidade e liberdade de escolha.

Ele justificou que o feedback sobre a política, que poderia ser interpretada de forma diferente do propósito original, ajudou a modificar a decisão. Apesar das mudanças, a empresa se manteve firme quando se trata de mecanismos de navegador: apenas Chromium e Gecko serão suportados, o que significa que quaisquer outros mecanismos, como o WebKit da Apple, não poderão ser disponibilizados na Microsoft Store.

Agora, desenvolvedores e usuários poderão continuar a conviver em paz com os softwares open source no Windows. Se você não quiser pagar, tudo bem usar a versão original. Mas se gostou tanto de um app, lembre-se de remunerar o programador que gastou tempo e esforço para aprimorar aquele produto grátis, sem exigir nada em troca.