Google vai reduzir lançamentos do código-fonte do Android; entenda o que muda
Por Viviane França |

O Google anunciou que vai reduzir a frequência de lançamentos do código-fonte do Android no Android Open Source Project (AOSP) que, a partir de 2026, será publicado apenas duas vezes por ano, no segundo e no quarto trimestre.
- Quais serão as novidades do Android 17? Veja o que esperar da atualização
- Android 17 já tem seu codinome de sobremesa; saiba qual
Até agora, o Google liberava o código do Android a cada atualização trimestral do sistema, totalizando quatro publicações anuais. Com a mudança, apenas as versões consideradas mais relevantes — a grande atualização do meio do ano e um update menor no fim do ano — vão ter o código completo disponibilizado ao público.
Para o usuário final, o impacto tende a ser limitado, já que a distribuição de atualizações, recursos e correções nos celulares deve seguir praticamente a mesma lógica. A principal mudança afeta fabricantes e desenvolvedores que utilizam o AOSP como base para criar interfaces personalizadas, adaptar o sistema a novos dispositivos ou manter versões alternativas do Android.
Entre os possíveis efeitos estão um intervalo maior entre grandes sincronizações de código e a necessidade de planejar com mais cuidado o desenvolvimento de recursos próprios. Ainda assim, o Google afirma que vai continuar publicando patches mensais de segurança em branches dedicados, como já acontece atualmente.
Por que o Google vai reduzir os lançamentos do código-fonte do Android?
Segundo o Google, a mudança acontece porque a empresa quer concentrar o desenvolvimento do Android em um único código principal, mantendo as novidades em testes internos por mais tempo antes de liberá-las ao público.
Com menos lançamentos, o Google diz que consegue simplificar o processo interno, reduzir a fragmentação entre branches e entregar um código mais estável e seguro para o ecossistema.
O Google também reforça que a mudança não é um recuo no compromisso com o AOSP, mas sim uma tentativa de tornar o desenvolvimento do Android mais previsível para parceiros e fabricantes — ainda que, na prática, isso exija adaptações de quem depende do código aberto para customizar o sistema.
Confira outros conteúdos do Canaltech:
- Como o Android evoluiu a cada versão | Todas as gerações
- Para que serve o app Inteligência do Sistema Android?
- Indo além de Android e iOS: conheça 10 sistemas operacionais mobile alternativos
VÍDEO: É O FIM DO ANDROID? Por que NINGUÉM está falando disso?