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Google desativa alertas de terremotos no Brasil após aviso falso

Por  • Editado por Bruno De Blasi |  • 

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Adrien/Unsplash
Adrien/Unsplash

O Google desativou o sistema de alertas de terremotos no Brasil após um falso alerta ser emitido para moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo na madrugada desta sexta-feira (14). 

O sistema do Android para identificação de terremotos torna os celulares com o sistema operacional do Google em uma espécie de “mini sismógrafos” ao utilizar os acelerômetros dos dispositivos para sentir vibrações. Depois, esses dados são enviados para um servidor para análise e alerta.

De acordo com a companhia, o sistema “detectou sinais de celulares em localização próxima ao litoral de São Paulo e disparou um alerta de terremoto aos usuários na região”, o que assustou moradores das áreas que receberam a mensagem.

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Na nota, o Google se desculpa e afirma que o sistema está desativado. O caso está em investigação.

A empresa também defendeu que o sistema "não foi desenhado para substituir nenhum outro sistema de alerta oficial".

Confira a nota na íntegra:

“O Sistema Android de Alertas de Terremoto é um sistema complementar que usa celulares Android para rapidamente estimar vibrações de terremotos e oferecer alertas para as pessoas. Ele não foi desenhado para substituir nenhum outro sistema de alerta oficial. Em 14 de fevereiro, nosso sistema detectou sinais de celulares em localização próxima ao litoral de São Paulo e disparou um alerta de terremoto aos usuários na região. Nós desativamos prontamente o sistema de alerta no Brasil e estamos investigando o ocorrido. Pedimos desculpas aos nossos usuários pelo inconveniente e seguimos comprometidos em aprimorar nossas ferramentas.”

Alerta de terremoto

O alerta de terremoto surgiu nos celulares de paulistas e fluminenses por volta das 2h da manhã desta sexta-feira (14). 

A mensagem dizia: “Podem ter ocorrido tremores no seu local. Estimativa inicial: magnitude de 5,5 acerca de 214,6 km de distância. Toque para saber mais”. Vale ressaltar que a distância mostrada variava de acordo com a localização da pessoa.

Instantes depois, a Defesa Civil de São Paulo negou o ocorrido: “Não há nenhuma ocorrência relacionada com terremoto em atendimento”, disseram em nota.

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Tanto o Instituto de Sismologia da Universidade de São Paulo quanto o USGS (instituto dos EUA que monitora terremotos) não identificaram abalos sísmicos no local na hora do alerta.

Anatel vai investigar

Em nota, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), confirmou que o alerta não foi enviado pelos seus sistemas, e que instaurou um processo administrativo para investigar o ocorrido. 

Confira uma parte da nota enviada à imprensa: 

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"Após consulta entre os diversos atores envolvidos, a Agência esclarece que as referidas notificações de terremoto não foram emitidas pelas prestadoras de telecomunicações ou pelo Sistema Nacional de Defesa Civil por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP). Assim, não se confundem com mensagens encaminhadas pelo Defesa Civil Alerta. Tais alarmes foram enviados diretamente pelo Google para dispositivos com sistema Android.

Considerando o caso noticiado e o impacto causado na população, a Anatel instaurou um processo administrativo para avaliar a situação em detalhes, a fim de compreender os mecanismos de geração e de disseminação de tais alertas via redes de telecomunicações.

Verificada qualquer irregularidade, a Agência adotará as providências adequadas junto à empresa responsável, de modo a impedir novos episódios do evento observado, preservando a eficácia e a credibilidade do Defesa Civil Alerta perante a sociedade".

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