Gemini atingiu 750 milhões de usuários no último trimestre, revela Google
Por Marcelo Fischer Salvatico • Editado por Bruno De Blasi | •

O Google revelou em seu relatório financeiro do quarto trimestre de 2025, divulgado nesta quarta-feira (4), que o aplicativo do Gemini ultrapassou a barreira de 750 milhões de usuários ativos mensais.
- 9 apps que você precisa ter no celular para o Carnaval
- WhatsApp prepara novo ajuste de privacidade para o Brasil
O número representa um crescimento de 100 milhões de usuários em comparação com o trimestre anterior, quando a ferramenta registrava 650 milhões.
O CEO Sundar Pichai destacou a evolução do produto durante a conferência. "Estamos vendo um engajamento significativamente maior por usuário, especialmente desde o lançamento do Gemini 3 em dezembro", afirmou o executivo.
Assinaturas rivalizam com a Netflix
O balanço financeiro também detalhou o desempenho da divisão de serviços por assinatura da Big Tech.
A empresa reportou um total de 325 milhões de assinantes pagos em seus serviços de consumo, puxados principalmente pela forte adoção do YouTube Premium e do Google One — que nos últimos meses ganhou pacotes que incluíam, além do espaço de armazenamento em nuvem, planos Pro do Gemini.
O volume coloca o Google em paridade direta com grandes players do entretenimento, como a Netflix, que anunciou recentemente ter atingido a mesma marca de 325 milhões de assinantes.
Outro destaque ficou para o segmento corporativo. A ferramenta Gemini Enterprise ultrapassou 8 milhões de licenças pagas apenas quatro meses após seu lançamento.
Reação do mercado
Mesmo com a receita anual superando US$ 400 bilhões pela primeira vez, as ações da Alphabet operaram em queda após o anúncio dos resultados. O mercado reagiu negativamente à projeção de gastos de capital (Capex) para 2026, estimada entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões.
O valor é significativamente maior do que o anunciado pela Meta na semana anterior. A empresa de Mark Zuckerberg prevê investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões no mesmo período para impulsionar sua infraestrutura de "superinteligência".
A diferença na reação dos investidores — as ações da Meta subiram, enquanto as do Google caíram — está na percepção de retorno imediato.
No caso da Meta, o mercado foi acalmado por um crescimento robusto de 24% na receita de publicidade e uma previsão otimista para o próximo trimestre, sinais claros de que a IA já está otimizando o negócio principal da empresa.
Já no caso do Google, o valor de US$ 185 bilhões ficou muito acima das estimativas de analistas, segundo o Business Insider.
O montante, que representa mais que o dobro do investido no ano anterior (US$ 90 bilhões), gerou receio sobre o impacto da depreciação futura e a incerteza de quanto tempo levará para esses investimentos massivos se traduzirem em lucros proporcionais.
Essa oscilação impactou o ranking das empresas mais valiosas do mundo. A Alphabet caiu para a terceira posição, com valor de mercado de US$ 4,02 trilhões, sendo ultrapassada pela Apple, que assumiu a vice-liderança com US$ 4,06 trilhões. A NVIDIA segue na liderança isolada, avaliada em US$ 4,24 trilhões.
Veja também:
- Tudo sobre o Gemini: veja como a IA do Google funciona e os seus recursos
- Gemini vai controlar os apps do seu celular em breve
- Inteligência personalizada e mais: 6 novidades do Google Gemini em janeiro
Ouça o Podcast Canaltech: