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Fim do ICQ | 7 fatos sobre o app de mensagens que vai ser aposentado

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 28 de Maio de 2024 às 10h42

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Douglas Ciriaco/Canaltech
Douglas Ciriaco/Canaltech

O ICQ vai ser aposentado após 28 anos de existência. Apesar de perder força nos últimos anos, a ferramenta foi pioneira no final dos anos 1990 e ajudou a pavimentar o caminho dos mensageiros instantâneos nos anos seguintes, com influências notadas no MSN Messenger e no próprio WhatsApp

O mensageiro foi lançado em 1996 pela empresa israelita Mirabilis e fez sucesso por oferecer conversas individuais com outros contatos salvos — algo que ainda não era muito comum nos bate-papos da época. A companhia foi adquirida pela AOL em 1998 e ficou no controle da empresa estadunidense até 2010, quando o ICQ foi vendido para a empresa russa Digital Sky Technologies, a atual Mail.ru (detentora da rede social VK).

7 fatos sobre o ICQ

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Para aumentar a nostalgia com o app, o Canaltech reuniu algumas curiosidades da história do mensageiro.

1. Trocadilho no nome

ICQ não é uma sigla: na verdade, a pronúncia das três letras em inglês tem uma sonoridade parecida com “I Seek You” (“Eu procuro você”, em tradução livre). Apesar da proposta ser um pouco (i)stalker, o nome ajudou a propor a conectividade entre pessoas da plataforma.

Além do ícone de flor, outro aspecto marcante do app era “uh-oh” do som de notificação a cada nova mensagem, que tocava constantemente nas antigas caixinhas de som dos PCs:

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2. Número de identificação

Esqueça os nomes de usuário ou o endereço de e-mail: a única forma de adicionar novos contatos pelo ICQ era pelo número de identificação (UIN) da conta, um código numérico recebido na hora do cadastro. Cada pessoa podia personalizar o nome e a foto de perfil, mas ainda precisava do UIN para acessar o app.

Não era um método muito prático, mas os códigos numéricos foram algo marcante entre os usuários dos primeiros anos do ICQ. A plataforma adotou o login por e-mail somente em 2006.

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3. Ápice em 2001

O ano de 2001 provavelmente marcou o auge do mensageiro, que atingiu 100 milhões de usuários em todo o mundo. Com o avanço da distribuição da internet em domicílios, o ICQ era a principal opção para quem queria se comunicar rapidamente por texto com outras pessoas.

De acordo com dados publicados pela AOL na época, a plataforma tinha média de 10 milhões de usuários diários e 100 mil novos cadastros por dia. 

4. App de tudo?

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A tendência nas redes sociais atualmente é concentrar o máximo de funções numa única plataforma — basta notar as mudanças do X após a aquisição de Elon Musk, que queria transformá-lo no “app de tudo”. O ICQ fazia algo parecido, porém décadas atrás.

Além do aplicativo de mensagens, a plataforma tinha serviços de e-mail, suporte a SMS e até um espaço para encontrar vagas de emprego. O site do ICQ ainda trazia mais recursos, como uma opção de encontrar comunidades, buscar por perfis aleatórios com base nos seus interesses ou um campo para descobrir parceiros românticos.

5. Popularidade no leste europeu

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O ICQ perdeu força em muitos países a partir da segunda metade da década de 2000, principalmente por conta da ascensão do MSN Messenger e, posteriormente, do WhatsApp. Por outro lado, o app conseguiu manter sua força na Rússia e nos países vizinhos do leste europeu, o que culminou na venda da operação para uma empresa russa — dados publicados pela revista Wired em 2010 estimam que 10 milhões de usuários eram habitantes do país.

6. Rival do WhatsApp

Após a venda para o Mail.ru, o próximo passo do ICQ para retomar protagonismo foi entrar de vez no mercado dos mensageiros para celulares. O app foi bem recebido no Brasil em 2014, com 1 milhão de downloads na primeira semana de lançamento, mas não teve fôlego para continuar popular por aqui.

Porém, vale destacar uma provocação que o mensageiro fez ao WhatsApp quando chegou por aqui, há 10 anos: o ICQ publicou um infográfico comparando os dois apps e reforçou que o Zap não tinha suporte para chamadas em tempo real, adesivos e versão para desktop. Esses recursos só chegaram ao mensageiro da Meta muito tempo depois.

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7. Suspensão no Brasil

O fim do ICQ por aqui foi turbulento: a plataforma foi suspensa no Brasil pela Justiça Federal em setembro do ano passado, após uma reportagem do site Núcleo denunciar que o app era usado para venda de pornografia infantil. A Polícia Federal informou que a empresa não respondeu aos contatos e pediu pelo bloqueio. 

Até a publicação desta matéria, não é possível acessar os domínios do ICQ e do ICQ new no país. 

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