Facebook encerra Onavo VPN após controvérsias de retenção de dados

Por Wagner Wakka | 22 de Fevereiro de 2019 às 10h24
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O Facebook desistiu do Onavo VPN, seu app de privacidade de rede. Ainda, também vai encerrar programas não financiados sobre pesquisa de mercado.

O Onavo VPN já não faz mais parte da lista de programas da Google Play. O app era utilizado para criação de redes privadas, mas foi responsável por entregar ao Facebook importantes dados sobre comportamento de seus usuários. Ele levantou para o Facebook dados sobre tempo gasto em apps, utilização em Wi-Fi e dados móveis, localização e outros.

A suspeita levantada pelo Buzzfeed é de que o Onavo VPN foi o responsável por dar noção para o Facebook do quanto as pessoas usavam o WhatsApp, o que poderia ter motivado a empresa a comprar o mensageiro em 2014.

Contudo, o app só foi centro de polêmicas mesmo em agosto do ano passado. A Apple obrigou o Facebook a retirar o programa de sua loja por ele não respeitar políticas de privacidade da App Store, violando regras sobre proteção de dados.

O Facebook também teria pago adolescentes para utilizarem o app em troca de acesso a seus dados para pesquisa dentro da rede, informações que permanecem no Facebook Research, app que reúne tais informações. Este programa também foi barrado na App Store. A empresa também informou que as pesquisa pagas ainda devem continuar na plataforma.

O Facebook é alvo de cŕiticas sobre tratamento de dados desde março do ano passado, quando a Cambridge Analytica foi responsável pelo uso indevido de informações de 87 milhões de usuários da rede social.

A companhia teve acesso a esses conteúdos exatamente por conta de pesquisas usando ferramentas do Facebook. O problema é que o quiz usado para conseguir tais dados só poderia ser usado para fins acadêmicos. No caso da Cambridge Analytica, a suspeita é de que os conteúdos teriam influenciado em campanhas políticas como a que elegeu Donald Trump, nos Estados Unidos, e da saída do Reino Unido da União Europeia, caso apelidado como Brexit.

Fonte: TechCrunch

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