Dono do WhatsApp, Mark Zuckerberg usa um dos principais rivais do mensageiro

Por Alveni Lisboa | 06 de Abril de 2021 às 12h26
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O CEO do Facebook e, portanto, dono do WhatsApp, Mark Zuckerberg é usuário do Signal, um aplicativo de mensagens instantâneas concorrente do desenvolvido pela sua empresa. A informação foi descoberta após o recente vazamento que expôs dados pessoais de 533 milhões de usuários do Facebook.

Como o próprio Zuckerberg teve suas informações vazadas, um pesquisador da área de segurança da informação resolveu fazer um breve levantamento e encontrou o número do CEO cadastrado no rival. Segundo Dave Walker, isso revelaria a falta de confiança do manda-chuva do WhatsApp no seu próprio app:

“Em outra virada de eventos, Mark Zuckerberg também respeita sua própria privacidade, usando um aplicativo de bate-papo que tem criptografia de ponta a ponta e não é propriedade do Facebook. Este é o número associado à conta dele no recente vazamento do Facebook ”, escreveu Walker no Twitter.

Vale ressaltar que é comum executivos e funcionários de empresas de tecnologia usarem os aplicativos rivais para testá-los, conhecer os recursos e ver o que pode ser levado para o seu próprio sistema. Isso não significa necessariamente que o criador da maior rede social do mundo prefira o rival, não confie em seu próprio produto ou planeje descontinuá-lo.

Será que Zuckerberg desconfia da segurança do WhatsApp? (Imagem: Justin Sullivan/Getty)

O Signal ganhou popularidade entre especialistas do mercado tecnológico por se mostrar bastante seguro. Com menos opções do que o concorrente Telegram, mas com foco em criptografia apurada, o app se tornou famoso após o ativista Edward Snowden se declarar usuário e o empresário Elon Musk recomendar sua utilização em um tuíte.

Nova política de privacidade assustou usuários

Essa novidade chega em um momento no qual o programa de chat mais popular do mundo sofre com a avalanche de críticas quanto à segurança de dados. O WhatsApp não permitirá o uso dos serviços para quem não concordar com a nova política de privacidade, que passa a vigorar em 15 de maio e prevê, entre outras coisas, o compartilhamento de dados com o Facebook.

(Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Segundo comunicado em seu blog, a plataforma afirma que esse é o primeiro passo de muitos para promover uma comunicação mais clara entre os usuários. Além disso, o app entende quem deseja experimentar outros serviços neste período para decidir se quer permanecer ou não no WhatsApp.

O serviço de troca de mensagens tem como trunfo o uso de criptografia ponta-a-ponta, o que evita que o conteúdo seja lido por terceiros não-autorizados. Inclusive, esta é a principal justificativa do app para não fornecer dados sobre conversas realizadas na plataforma em decisões judiciais. Ainda que a comunicação seja interceptada, os dados embaralhados não permitem a compreensão das mensagens.

Vazamento do Facebook

Uma coisa é certa: o vazamento de dados do Facebook revelou um grave problema de segurança na rede social. Se o principal produto da companhia possui uma brecha tão grave, será que os demais também não estão vulneráveis?

Mark Zuckerberg e milhões de outros usuários tiveram seu nome, número de telefone, localização, status amoroso, data de nascimento e ID de usuário expostos na web. Para pessoas “comuns” isso pode não ser grande coisa, mas imagine o transtorno para uma personalidade pública de ter o número de telefone ou o endereço liberado? É algo que coloca em xeque a segurança física e a integridade delas.

Você mudará para outro aplicativo de mensagens depois de 15 de maio ou permanecerá no WhatsApp? Use a seção de comentários abaixo e dê a sua opinião.

Fonte: Dave Walker

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