Desenvolvedor acusa Apple de plagiar seu app em nova função do Apple Watch

Desenvolvedor acusa Apple de plagiar seu app em nova função do Apple Watch

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 15 de Setembro de 2021 às 14h17
Raagesh C/Unsplash

A briga entre o desenvolvedor Kosta Eleftheriou e a Apple ganhou novos contornos nesta quarta-feira (15), logo após o anúncio do novo Apple Watch Series 7. Durante o anúncio dos novos modelos, a criadora do iPhone mostrou um recurso de teclado inteligente que usa o arrastar dos dedos para a digitação. Segundo Eleftheriou, era justamente essa a funcionalidade do aplicativo FlickType, criado por ele para o relógio.

Além da acusação de plágio, o desenvolvedor afirma que o seu utilitário foi removido na App Store sob acusação de violar regras da companhia. Na justificativa, a Maçã disse ter feito uma avaliação humana do programa e decidiu excluí-lo da loja por se tratar de um "teclado para Apple Watch". Não há detalhes de qual regra ele teria quebrado ou de por que o aplicativo foi removido justamente agora.

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O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, onde fica a sede da Apple, tem uma lei específica que trata da concorrência desleal e proíbe publicidade falsa ou enganosa. É justamente esse dispositivo legal que deve embasar a ação do desenvolvedor contra a gigante de Cupertino.

Este seria o recurso supostamente plagiado pela companhia (Imagem: Reprodução/Apple)

Vale ressaltar que a tecnologia swype, que envolve esse arrastar de dedos para escrever, não é de propriedade do reclamante. Na verdade, lá em 2009 já existiam aparelhos com esse tipo de teclado e hoje em dia esse método está presente em apps de teclado bem famosos, como Gboard e Swiftkey. Para relógios, contudo, a solução de Eleftheriou é de fato mais antiga que a da Maçã.

Veja um vídeo do recurso rodando em janeiro deste ano:

Mais um processo

Em tuíte postado no seu perfil pessoal, Kosta Eleftheriou disse que vai processar a Apple novamente. Em março, ele já havia aberto uma reclamação jurídica também por plágio, fraudes e violações do seu contrato de desenvolvedor.

O app já passou por várias idas e vindas na App Store (Imagem: Captura de tela/Canaltech)

Naquela época, alegou ter enfrentado uma verdadeira peregrinação para conseguir disponibilizar seu programa na loja, pois a gigante estaria interessada em comprar o app, o que foi rejeitado. Em razão disso, Kosta teria sofrido perseguições e imposição de dificuldades para forçá-lo a mudar de ideia. “Evidentemente, a Apple pensou que o Requerente simplesmente desistiria e venderia seu aplicativo com um desconto”, descreve a ação.

Ele também já denunciou uma série de aplicativos falsos da loja virtual da Apple que eram meras cópias de outros — inclusive do seu teclado — ou voltados especificamente para aplicar golpes nos usuários. A App Store possui um sistema de revisão de programas, mantido com o valor arrecadado pelas elevadas taxas de comissão aplicadas sobre as vendas, considerado bastante severo para evitar fraudes para os usuários.

Quem você acha que tem razão nessa confusão: o desenvolvedor ou a Apple? Deixe sua opinião nos comentários.

Fonte: Kosta Eleftheriou  

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