Apple e Google barram identificação da localização no “rastreador de COVID-19”

Por Claudio Yuge | 04 de Maio de 2020 às 21h50
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A Apple e o Google vêm trabalhando juntos em uma tecnologia baseada em sinais de rádio que pode usar dados cruzados de seus dispositivos para monitorar pessoas que tiveram contato com alguém infectado pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Na semana passada, as gigantes começaram a distribuir os conjuntos de aplicações (APIs) para os desenvolvedores e, nesta segunda-feira (4), ambas publicaram mais novidades, incluindo o fato do “Rastreamento de contatos”, como vem sendo chamado oficialmente, não oferecer a localização dos aparelhos.

No mês passado, quando a Apple e Google davam início ao projeto, programadores de apps relacionados à COVID-19 de várias regiões dos Estados Unidos comentaram à Reuters que seria vital para essa iniciativa o uso de informações coletadas via GPS dos tablets e smartphones com iOS e Android. A justificativa é que, assim, fica mais fácil determinar ondem acontecem os surtos e como eles se movem pelo país.

As empresas, contudo, vêm tratando os assuntos privacidade e proteção de dados com bastante empenho e cuidado. Na semana passada, elas já ajustaram mais detalhes sobre esses temas, ao adicionar uma camada extra de criptografia e embaralhamento da intensidade do sinal dos dispositivos. Hoje, ambas anunciaram que vão impedir a coleta de informações do GPS, principalmente para que os governos não possam usar o sistema para compilar tais dados dos cidadãos. Ou seja, as autoridades de saúde vão ter mesmo que confiar na nova tecnologia baseada no Bluetooth para “mapear” o alastramento do patógeno.

É assim que vai funcionar o "Rastreamento de contatos" (Reprodução/Google)

Para ajudar os desenvolvedores a customizar as APIs em seus próprios apps junto às autoridades de saúde locais, Google e Apple postaram os códigos de referência no GitHub e na página de programação da Maçã, respectivamente. A documentação de respostas para perguntas frequentes já está online, assim como os termos de serviço e as páginas de explicação detalhada sobre o funcionamento da novidade.

Isso tudo faz parte dos protocolos de lançamento da plataforma, que deve estar em sua pronta nos próximos dias. As opções de configuração nos tablets e smartphones com Android e iOS começaram a receber o botão para participação voluntária no programa e os apps que vão usar as APIs e iniciar as notificações para possíveis infectados devem estar prontos até o final do mês.

Fonte: Reuters  

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