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Android quer monitorar saúde dos usuários apenas "olhando" para eles

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André Magalhães/Canaltech
André Magalhães/Canaltech

Pesquisadores do Google desenvolveram uma nova tecnologia capaz de monitorar a frequência cardíaca de uma pessoa pelo próprio celular Android. O método registra vídeos curtos com a câmera frontal ao desbloquear a tela com reconhecimento facial e consegue identificar uma média dos batimentos cardíacos.

Os resultados foram publicados em artigo científico na revista Nature e mostram um desempenho parecido com o monitoramento de smartwatches. A diferença, nesse caso, seria um acompanhamento passivo pelo celular, sem a necessidade de comprar um novo dispositivo.

A pesquisa destaca que cerca de 5 bilhões de pessoas já possuem dispositivos com sensores para monitorar a saúde, então a tecnologia tem potencial para uso em “ambientes com poucos recursos” e pode ser importante para pessoas com riscos de doenças cardiovasculares.

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Como o monitoramento cardíaco funciona

Após abrir o celular para desbloqueio por reconhecimento facial, o sistema grava clipes curtos e temporários do rosto da pessoa. Em seguida, combina as imagens com aprendizado de máquina para estimar a frequência cardíaca ativa e a frequência em repouso da pessoa.

Todo o procedimento ocorre dentro do próprio dispositivo. O Monitoramento Passivo de Frequência Cardíaca (PHRM, da sigla em inglês) usa uma técnica chamada fotopletismografia, também usada em wearables: os sensores usam a luz para identificar o volume de sangue nos tecidos da pele.

A pesquisa afirma que a margem de diferença foi menor do que cinco batimentos cardíacos por minuto em comparação com smartwatches. Além disso, os testes atingiram os padrões necessários para diferentes tons de pele.

Por enquanto, a tecnologia ainda está em fase de pesquisa e não há previsão para ser implementada no dia a dia. Os pesquisadores reforçam que o método tem potencial para democratizar o monitoramento de saúde em mais aparelhos.

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