App da Alexa não vai exigir botão pressionado para usar comandos de voz

Por Rafael Arbulu | 10 de Julho de 2020 às 15h35
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Uma reclamação simples, porém constante, de usuários da assistente virtual Alexa é a necessidade constante de se manter o botão azul pressionado na tela do smartphone para que possam ser usados os seus comandos de voz. A Amazon, porém, prometeu “para os próximos dias” uma pequena atualização que vai eliminar esse pormenor.

Sem oferecer uma data específica, a chegada da nova atualização deve funcionar diretamente pela voz do usuário, sem a necessidade de um comando inserido previamente. Vale citar, porém, que a experiência não será totalmente livre do toque humano, já que esse novo recurso só funcionará com o app da Alexa constantemente aberto, o que exige que você destrave o seu aparelho, inicialize a aplicação e a mantenha rodando. Fechou? Perdeu — e pode começar tudo de novo.

Uso da Alexa nos smartphones vai ficar mais hands free, porém não totalmente hands free. Entendeu? (Imagem: Reprodução/Amazon)

A condição de uso vem em caminho contrário à experiência da Alexa em desktops, por exemplo, que é 100% hands free, exigindo apenas a captura de voz do usuário. O mesmo vale para smartphones OnePlus, Sony ou Motorola, que permitem “acordar” a assistente virtual apenas pela voz.

Para usuários de iPhone, a condição pode ser (meio) contornada: o The Verge indica que você pode usar a Siri (assistente virtual de aparelhos iOS) para lançar a Alexa, e destravar o seu aparelho por meio do FaceID, a tecnologia de reconhecimento facial do celular. Ainda é o mesmo processo de “destravar > abrir o app > usar o app”, mas usando seu rosto e voz ao invés dos seus dedos.

A liberdade completa das mãos tem uma forte precedência: útil não apenas para usuários multitarefas, que comumente conduzem várias obrigações ao mesmo tempo, funções hands free têm um enorme peso na questão da acessibilidade, já que pessoas com deficiências motoras ou com limitações de movimentos dependem disso para usar as tecnologias mais modernas.

Fonte: The Verge

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