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Google condena proposta da Epic para o Android: “desnecessária e problemática”

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 23 de Maio de 2024 às 20h00

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Solen Feyissa/Unsplash
Solen Feyissa/Unsplash

O Google respondeu publicamente a uma proposta da Epic Games para reformar o Google Play no Android e facilitar a entrada de lojas de apps de outras empresas no sistema. Em nota, a Gigante das Buscas confirma que foi aos tribunais para contestar a ideia e diz que as medidas são “desnecessárias e problemáticas”, além de “prejudicarem todo o ecossistema Android”.

Entenda o caso

A briga entre Epic Games e Google já dura alguns anos e começou em 2021, quando a desenvolvedora lançou o jogo Fortnite para Android por fora da Play Store, em protesto às taxas cobradas pela loja. 

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A Epic entrou na justiça contra o Google e acusou a Big Tech de monopólio, devido às práticas tomadas para incluir a Play Store nas configurações de fábricas e limitar a presença de lojas de apps de outras empresas, e ganhou o processo no final de 2023. Na época, um júri do tribunal dos EUA determinou que o Google tem práticas antitruste contra desenvolvedores de apps e lojas no Android.

Para colocar mais lenha na fogueira, a criadora de Fortnite entrou na justiça mais uma vez e propôs uma reforma no Android e no ecossistema Google Play. As exigências incluem novos limites nas negociações entre Google e as fabricantes na hora de instalar a Play Store nos aparelhos, aumentar a liberdade para baixar apps de outras fontes e facilitar a chegada da Epic Games Store ao Android “sem barreiras ou atrasos”.

A resposta do Google

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O Google, que já avisou que vai recorrer à decisão do júri dos EUA sobre o monopólio, respondeu a Epic na justiça e fez uma audiência com pessoas da área da economia para rebater as propostas da desenvolvedora. 

Em nota assinada pelo Vice-presidente de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas do Google, a empresa considera a medida desnecessária e diz que a Epic “claramente fez as propostas pelo benefício de si própria”. O comunicado conta com seis contra-argumentos principais:

  • A proposta coloca a segurança dos usuários de Android em risco, pois impediria o Google de aplicar suas medidas de segurança e privacidade para todos;
  • Afetaria a privacidade dos usuários de Android, porque o Google precisaria compartilhar informações sobre apps instalados num dispositivo com outras lojas de apps;
  • Deixaria as pessoas vulneráveis a apps maliciosos, porque o Google teria que remover medidas de proteção para apps baixados por fora da Play Store;
  • Reduziria o controle de desenvolvedores sobre a distribuição dos apps, já que eles “teriam que publicar a propriedade intelectual em múltiplos canais sem consentimento”;
  • Diminuiria oportunidades de negócios para desenvolvedores, porque limitaria o trabalho do Google com as empresas do segmento;
  • Afetaria as fabricantes de dispositivos, porque pode reduzir os ganhos com a pré-instalação das lojas nos aparelhos.

O pedido da Epic Games ainda tramita na justiça dos EUA e o caso segue em andamento, sem decisão definida. A disputa entre as empresas também segue no PC: o Google vai ampliar o catálogo de jogos para computadores para bater de frente com Epic e Steam no segmento.