Afinal de contas, a Google Play está infestada de malwares ou não?

Por Redação | 10 de Fevereiro de 2014 às 16h48

A Hewlett-Packard conduziu uma pesquisa para responder a essa pergunta de uma vez por todas. Nela, a famosa fabricante de computadores e soluções de TI baixou cerca de 500 mil aplicativos da loja virtual do Google e comparou o conteúdo deles com uma base de dados com registros de mais de 2 milhões de malwares e adwares. O resultado foi divulgado no último Cyber Risk Report e concluiu que "depende de qual antivírus você utiliza e em qual empresa de segurança confia".

O problema de apps infectados com malwares ronda a Google Play há algum tempo e o Google tem fechado o cerco para tornar a proliferação desse tipo de praga mais difícil. Porém, a empresa também revelou que esse tipo de controle depende muito de como diferentes empresas de segurança categorizam os aplicativos, que muitas vezes são bloqueados simplesmente por exibir anúncios e recolher dados pessoais de usuários que concordaram com isso.

A HP confirmou as preocupações do Google ao testar 7000 apps que são conhecidos por exibir anúncios em troca de sua gratuidade. Passando-os pelo crivo de empresas como ESET, Fortinet, DrWeb e Sophos, a HP verificou que, em média, 5121 deles foram bloqueados por suspeita de adware. Já para a Symantec, no entanto, nem uma dúzia desses apps apresentou qualquer tipo de ameaça.

Outras empresas como Kaspersky, Trend Micro, BitDefender, McAfee e AVG deram alerta positivo de adware ou malware para uma centena desses apps, às vezes até menos.

Segundo os pesquisadores da HP, "a indústria ainda não chegou a um consenso" e muitas soluções de segurança devem utilizar bases de dados orientadas ao Windows – o que não necessariamente se aplica ao Android. Mas existe um outro fator preocupante nisso tudo.

Um estudo divulgado pela PC World revelou que os apps Android tiveram mais detecções de adware do que o iOS da Apple. Tal comportamento sugere que as lojas de aplicativos das empresas foram feitas para funcionar de maneiras diferentes.

"Uma das possíveis interpretações para isso é o fato do Google ser mais amigável com os desenvolvedores, não rejeitando aplicativos por motivos estéticos. Outra forma de interpretar essa situação é o fato da receita do Google vir mais de anúncios, o que não acontece com a Apple", aponta o relatório da HP. "A indústria precisa se unir para chegar a definições consistentes do que apenas diferenciar um comportamento malicioso ou indesejado de uma política e diretrizes de uma loja de aplicativos".

Até lá, os desenvolvedores continuarão inserindo linhas de código para servir anúncios dentro de suas aplicações como uma forma de gerar alguma receita que justifique seu esforço e trabalho. No entanto, também é possível que eles continuem a ser rotulados por antivírus como softwares maliciosos graças aos seus falsos positivos.

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