Valorant não rodará em PCs sem TPM 2.0 e Secure Boot no Windows 11

Valorant não rodará em PCs sem TPM 2.0 e Secure Boot no Windows 11

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 09 de Setembro de 2021 às 12h18
Reprodução/Felipe Demartini

O Windows 11 requer que uma série de mecanismos de segurança sejam habilitados no computador para autorizar a instalação, entre eles a Inicialização Segura (Secure Boot), o Trusted Platform Module (TPM) e a ativação da UEFI. Por meio de gambiarras, até dá para contornar as demandas do SO, mas aparentemente jogadores de Valorant, shooter em primeira pessoa (FPS) da Riot, vão precisar pensar duas vezes antes de atualizar sem atender os requisitos mínimos.

Acontece que, nos computadores que rodam o Windows 11, o módulo TPM e a Inicialização Segura são exigidos também pelo Vanguard, mecanismo antitrapaça de Valorant. Membros do programa Windows Insider já com o novo sistema operacional da MS começaram a ser notificados que, para jogar, os mecanismos de segurança precisam estar habilitados no PC.

Em Valorant, a partida é encerrada no instante que um trapaceiro é detectado (Imagem: Reprodução/Riot)

Para proteger os jogadores de cheaters, o Vanguard atua em baixíssimo nível no computador — abordagem que não foi bem vista por todo mundo na época de estreia. A ferramenta não é infalível, mas torna a vida de hackers bem mais complicada, agindo direto do kernel, camada que interliga o SO ao hardware.

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Surfando na onda

A integração íntima, portanto, é uma porta aberta para a Riot implementar demandas próprias — como a ativação do módulo TPM. Tal atitude, no entanto, seria como impor barreiras para sua base de jogadores, o que não pegaria bem para um jogo gratuito. No Windows 11, porém, o cenário muda, e cobrar a ativação de mecanismos de segurança somente reforça as demandas da Microsoft e, de quebra, garante mais segurança ao game.

Por enquanto, a Riot não se manifestou sobre o assunto, mas dá para palpitar sobre os motivos do reforço: ativar o módulo TPM em conjunto com a Inicialização Segura dificulta a ação de trapaceiros que tentam contornar o Vanguard no nível do kernel, já que ambos trabalham em assegurar que o Windows, e somente ele, seja iniciado no momento do boot.

Até o momento, a Riot não ditou tendência com o Vanguard, mas a eficiência do sistema anticheat pode chamar a atenção de outras desenvolvedoras e incentivá-las a implementar algo semelhante — já imaginou um Call of Duty: Warzone com proteção ao nível de kernel? Ou o CS:GO reforçado com coisa parecida? Valorant está longe de ser perfeito, mas a menor ocorrência de trapaças mostra que sua proteção é eficiente ao seu modo.

A proteção contra cheats em baixo nível como tendência ainda é uma suposição, mas não dá para descartar a possibilidade. De todo jeito, usuários de Windows 11 precisarão estar em dia com os recursos de segurança para aproveitar o FPS da Riot.

O Windows 11 será lançado no dia 5 de outubro deste ano e somente máquinas compatíveis receberão a atualização gratuita pelo Windows Update.

Fonte: @AntiCheatPD  

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