Kaspersky acusa Microsoft de deletar antivírus no Windows 10

Por Redação | 06.06.2017 às 12:27

A Kaspersky Labs está, mais uma vez, se posicionando contra a Microsoft em um processo antitruste, alegando que a empresa está apagando deliberadamente sua solução antivírus do computador dos usuários, sem a concordância deles. A ação aconteceria a cada atualização do Windows 10, com o software sendo substituído pelo Defender, da própria companhia.

Em uma ação registrada junto à Comissão Europeia e o Bundeskartellamt, entidades que regulam as normas de competição no Velho Continente e na Alemanha, estão as evidências da prática. Em notificação, a Microsoft estaria informando aos usuários, a cada atualização, que o antivírus Kaspersky não é mais compatível com o Windows 10, e, por isso, está sendo desativado.

A empresa, entretanto, acusa a Microsoft de ir além, não apenas impedindo o funcionamento da solução no computador, mas também apagando arquivos essenciais para sua execução. Assim, ao ver o Kaspersky ainda instalado na máquina, o usuário pode até tentar reativá-lo, mas ao fazer isso, perceberia que o antivírus realmente não funciona mais, optando pela solução nativa da companhia, livre de erros de compatibilidade.

Mais do que falar apenas de sua aplicação, a Kaspersky afirma que a Microsoft estaria tentando, deliberadamente, minar a atuação de todos os produtores de software não ligados a ela, em prol das próprias ferramentas. A cada atualização do Windows, a fabricante do sistema operacional emitiria uma série de critérios para compatibilidade. Antes, o prazo para adequação era de meses, mas recentemente, foi reduzido a apenas algumas semanas.

Com isso, a Kaspersky afirma que a Microsoft está desinformando seus usuários na mesma medida em que privilegia, de forma desonesta, seus próprios produtos. Para a empresa, a situação ideal é uma em que todas as soluções de segurança têm pesos iguais e a empresa zela pela proteção de seus usuários antes de fomentar os próprios produtos dessa maneira, deixando a escolha nas mãos do próprio utilizador.

A Microsoft não se pronunciou sobre as acusações. Essa é a segunda ação desse tipo a ser movida pela Kaspersky contra a companhia, já que, em novembro do ano passado, um pedido semelhante foi submetido ao Serviço Federal Antimonopólio da Rússia. Todas estão sendo avaliadas pelas autoridades.

Fonte: Kaspersky Labs