Venda da Oi para Claro, Vivo e TIM é pouco provável

Por Rafael Rodrigues da Silva | 07 de Outubro de 2019 às 21h00
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Uma notícia mexeu com o ânimo de qualquer um que possui um celular da Oi nesta segunda-feira (7): de acordo com o jornal espanhol Expansión, a Vivo, a Claro e a Tim estariam interessadas em comprar a operadora. O jornal revela que a Telefônica (dona da Vivo), a América Móvil (dona da Claro) e a Telecom Italia (dona da TIM) iriam “fatiar” os ativos da Oi, dividindo a infraestrutura da companhia entre si.

Mas, ainda que essa ideia tenha fundamento, é muito pouco provável que aconteça de fato. Isso porque, mesmo com a revisão feita pelo presidente Jair Bolsonaro no Marco Legal de Telecomunicações, essa possibilidade simplesmente não existe juridicamente, sendo assim impossível que a Oi seja “fatiada” e dividida entre três empresas - quem quiser comprar a Oi terá que adquiri-la como um todo, e não apenas uma parte.

Outro ponto importante para se considerar é a posição do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que até não muito tempo atrás, era totalmente contrário à consolidação das telecomunicações brasileiras. No entanto, recentemente, concedeu a permissão para que a Claro finalizasse a compra da Nextel.

Nesta permissão, o CADE deixa claro que continua atento a evidente concentração no mercado de telefonia, Além disso, ela só permitiu a compra da Nextel pela Claro porque a aquisição da primeira não influenciaria de forma determinante no equilíbrio de mercado entre as quatro operadoras. Ao mesmo tempo, se isso é um fator que está sendo considerado pela nova direção do órgão, é possível que ele ainda vete a aquisição da Oi por qualquer uma das outras três, pois aí sim o equilíbrio do mercado de telecomunicações chegaria ao fim.

Independente do que aconteça no futuro da Oi, a mera especulação de que a empresa teria despertado o interesse de possíveis compradores foi o suficiente para fazer com que as ações da companhia apresentassem valorização. A empresa ainda é a quarta maior operadora do Brasil, mas, desde 2016 está em processo de recuperação judicial, apenas em busca de alguém que queira assumir os quase 40 milhões de clientes móveis e uma dívida que gira na casa das dezenas de bilhões de reais.

Fonte: Convergência Digital

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