Vivo, Claro, Nextel e Tim negociam compra da Oi

Por Fidel Forato | 07 de Outubro de 2019 às 15h45

Quarta maior operadora de telecomunicações no Brasil, a Oi enfrenta uma séria crise desde 2016, quando entrou em processo de falência. Na época, a empresa tinha uma dívida de 65 bilhões de reais e 42,13 milhões de clientes de telefonia móvel. De olho nos seus 37,5 milhões de clientes móveis ativos ainda hoje, outras operadoras do mercado negociam pacto para compra e divisão de seus ativos.

Segundo o jornal espanhol Expansión, a Telefônica, responsável pelas operações da Vivo no país, está trabalhando em acordo com suas duas principais concorrentes no Brasil, a América Móvil, empresa controlada pelo magnata mexicano Carlos Slim, responsável pela Claro e recentemente Nextel, e a Telecom Itália, da TIM. Caso fechem o acordo, as associadas terão a maioria do mercado brasileiro de telefonia móvel como cliente.

A atual situação da OI, que por enquanto busca a venda dos negócios móveis, preocupa tanto o Governo quanto a Anatel pelos possíveis danos a seus 37,5 milhões de clientes móveis, 5,7 milhões de assinantes da banda larga fixa e 1,55 milhão de assinaturas de pacotes de TV. No segundo trimestre de 2019, a receita total da Oi caiu 8,1%, com diminuição mais acentuada na área residencial, que foi de 12%.

O negócio vale a pena?

Embora a OI esteja perdendo participação de mercado continuamente, o grupo ainda marca forte presença no estado do Rio de Janeiro e na região Nordeste, onde a participação de mercado da Vivo, a subsidiária da Telefônica, é menor.

Com a aquisição das frequências do rival, as empresas poderão melhorar a qualidade e a velocidade dos serviços prestados, além de reduzir investimentos na rede de cobertura. Por outro lado, a operação também diminuirá a concorrência no setor móvel, que passará de quatro grandes players para três — o que pode levar uma possível política de aumento de preços.

A operação proposta pela Telefônica é muito complexa, pois envolve, além das duas gigantes da área das telecomunicações, o grupo de fundos da Oi e o tribunal responsável pelo caso.

Fonte: Expansión

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