Telefónica cogita compra parcial da Oi, a 6 bilhões de euros

Por Nathan Vieira | 16 de Setembro de 2019 às 22h50
Telefônica (Divulgação)

Nesta segunda-feira (16), o jornal espanhol El Confidencial anunciou a nova aposta da Telefónica para se expandir no mercado de telecomunicações. Acontece que a empresa espanhola, que atualmente é dona da Vivo, está interessada justamente em comprar uma rival brasileira, a Oi. A compra parcial da concorrente está avaliada em nada menos que 6 bilhões de euros (o que equivale a aproximadamente R$ 27 bilhões).

O jornal diz que a Telefónica não apenas quer tomar medidas defensivas, como a renovação da força de trabalho e a venda de novos ativos para acelerar a reestruturação da empresa, reduzir a dívida e incentivar contribuições, como também quer a Oi, que passa por um momento financeiro muito delicado após entrar em falência e ser resgatada em 2016.

As fontes do jornal espanhol apontam que a Telefónica já chegou até a contratar um banco de investimento como consultor para ajudar na compra parcial ou total da Oi no segundo trimestre do ano, e entrou em contato com o Morgan Stanley em busca de conselhos sobre a aquisição da Oi. Por sua vez, a empresa brasileira contratou em janeiro os serviços do Bank of America para analisar os investimentos almejando aliviar o saldo. Quando a Oi faliu em 2016, sua dívida era de 17 bilhões de euros (cerca de R$ 76 bilhões).

Telefónica quer comprar a Oi parcial ou integralmente, e já até contratou consultores para analisar o cenário

O veículo espanhol ainda aponta que a ideia inicial da Oi era vender o negócio da torre e seu data center, mas o agravamento da situação levou a empresa a repensar o processo. Os acionistas da Oi poderiam realizar uma liquidação ordenada da empresa com a transferência de sua divisão de telefonia fixa e móvel.

Entretanto, no início do ano, a empresa brasileira tornou a ser recomendada pelos especialistas, segundo a Exame, Itaú BBA, Bradesco BBI e BTG Pactual. O motivo seria o aumento de capital na ordem de R$ 4 bilhões, como etapa final da reestruturação de dívida, o que acendeu uma esperança de recuperação da companhia no mercado.

Fonte: El Confidencial via UOL

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