Oi pode vender serviço móvel e data centers para reestruturação financeira

Por Redação | 06 de Setembro de 2016 às 15h52

A Oi estuda a venda de sua operação de serviços móveis para auxiliar na reestruturação financeira da companhia, que passa pela implementação de seu plano de recuperação judicial. A decisão é um dos pontos apresentados no plano revelado pela operadora à 7ª Vara empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, no início desta semana. A venda de suas operações de telefonia móvel e data center ajudará a empresa a saldar suas dívidas, que é estimada em R$ 65 bilhões.

Ainda que a empresa não tenha detalhado como deseja vender seu serviço móvel, a ideia é encontrar um comprador para seus data centers e sua rede de fibra óptica em São Paulo. Visto que a Oi possui acordos de compartilhamento no serviço de telefonia móvel 3G e 4G com a TIM, abrir mão de investimentos em São Paulo e vender a infraestrutura que possui no estado parece ser a decisão mais acertada para os executivos.

Caso o plano de recuperação judicial seja aceita pela Justiça, a Oi passará a focar seus negócios na banda larga fixa e ganhará uma carência de 5 a 10 anos para pagamento aos credores, ainda que não tenha anunciado quais são suas projeções de rede. Ao todo, a Oi possui quase 67 mil credores, sendo que cerca de 59 mil deles não possuem garantia sobre seus recebimentos. Somente a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a empresa deve cerca de R$ 10 bilhões.

Para o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações não faz sentido abrir mão de sua unidade de telefonia móvel em São Paulo, por ser parte importante para a recuperação da empresa a médio e longo prazo. "Acharia estranho abrir mão de um serviço tão relevante", afirmou André Borges, secretaria de telecomunicações do Ministério.

Com a venda de sua estrutura de telefonia móvel, além de pagar parte de suas dívidas, a Oi deseja realizar ações para melhorar seus serviços com investimento em infraestrutura e benefícios aos consumidores. Outra estratégia da Oi é fazer dinheiro com a venda de participação que possui de operadoras na África e na Ásia.

Via Convergência Digital

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