Documentos vazados indicam que a Huawei burlou sanções comerciais ao Irã

Por Rubens Eishima | 03 de Março de 2020 às 09h30
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Documentos obtidos pela agência de notícias Reuters indicam que a Huawei enviou equipamentos de tecnologia para o Irã, em violação às sanções de comércio dos Estados Unidos contra o país do Oriente Médio.

Segundo a Reuters, duas listas de dezembro de 2010 mencionam equipamentos da HP destinados para a maior operadora de celulares do Irã, o que é proibido pela sanção. A agência menciona ainda outros documentos que também fazem referência à venda de equipamentos ao país, em um projeto milionário.

A suposta negociação dos chineses com os iranianos é uma das frentes de batalha do governo norte-americano contra a Huawei. O fornecimento de tecnologia ao Irã é alvo de uma investigação do Departamento de Justiça norte-americano, e foi um dos motivos alegados para a detenção temporária da executiva da empresa, Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei.

Vice-presidente da empresa, Meng Wanzhou chegou a ser detida no Canadá por violação de regras comerciais (crédito: Huawei)

A Huawei nega as acusações feitas pelos Estados Unidos, que incluem o uso de empresas de fachada para negociar tecnologias norte-americanas com companhias sediadas no Irã. O negócio foi estimado em pelo menos 1,3 milhão de euros e envolve a operadora local MCI, na época controlada indiretamente pela Guarda Revolucionária do Irã.

As listas de envio aos quais a agência teve acesso incluem servidores, equipamentos de rede e armazenamento da HP, além de softwares da Microsoft como o Windows Server 2003 e SQL Server 2000.

Outros documentos citam outra empresa proibida de fechar negócios com companhias norte-americanas, a Panda International, controlada pelo governo chinês. Neles, a Huawei teria intermediado o conserto de equipamentos da MCI fabricados pela HP na cidade iraniana de Shiraz.

Procuradas pela agência, a Panda International, a MCI, a Microsoft e a Symantec não comentaram a matéria. A HP afirmou que respeita os termos de bloqueios comerciais e leis de exportações.

Fonte: Reuters

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