Amazon mostra interesse em comprar operadora de telefonia

Por Rafael Rodrigues da Silva | 01 de Junho de 2019 às 15h08
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Com a cada vez mais próxima fusão da Sprint com a T-Mobile, a Boost Mobile — operadora para celulares pré-pagos de baixo custo que pertence à Sprint — está à venda no mercado, pois a liberação da marca foi uma das exigência da FCC (órgão dos governo dos Estados Unidos que regula todo o setor de telecomunicações do país) para aprovar a fusão das duas gigantes da telefonia. E quem aparece com grande interesse em comprar a operadora é a Amazon.

De acordo com a Reuters, a Amazon estaria disposta a pagar os US$ 3 bilhões que seriam necessários para adquirir a Boost Mobile, o que colocaria a gigante do varejo também no mercado de telefonia móvel.

Como a Boost é uma MVNO (Mobile Virtual Network Operator), ela não possui uma infraestrutura própria de rede, e trabalha apenas como uma revenda da rede da própria Sprint. Assim, mesmo que a Amazon compre a empresa, ela ainda vai ficar dependente do resultado da fusão da T-Mobile com a Sprint para continuar operando. A vantagem é que ela já entraria no mercado com uma boa base de usuários (atualmente existem entre 7 e 8 milhões de usuários da Boost nos EUA) e uma licença para operar e revender durante seis anos dentro da rede da empresa que surgirá da fusão sem a necessidade de negociar qualquer tipo de contrato para fornecimento de serviço neste período. Mas, de acordo com a Reuters, a Amazon teria interesse em não apenas comprar a Boost e continuar operando como uma operadora virtual, mas também comprar qualquer antena que a Sprint ou a T-Mobile tenham interesse em vender, e começar a desenvolver sua própria estrutura de telefonia.

Essa não é a primeira vez que a Amazon mostra interesse em entrar no mercado de telefonia móvel. A empresa já tem o seu próprio sistema operacional baseado em Android (Fire OS) e, há alguns anos, já tentou lançar o seu próprio smartphone (o Amazon Fire Phone) mas sem muito sucesso, e ultimamente tem vendido smartphones que já vem com apps da Amazon instalados de fábrica.

É fácil entender porque a Amazon tem interesse nesse mercado, afinal ele é um dos maiores do mundo e um dos poucos em que a Amazon não participa, então não seria difícil imaginar a empresa investindo uma bela grana para adquirir mais do que uma operadora, mas também uma base de usuários já estabelecida para começar a oferecer seus serviços.

Fonte: Ars Technica

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