Proteste afirma que a comercialização do 4G no Brasil é 'propaganda enganosa'

Por Redação | 29 de Abril de 2013 às 17h45

A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) anunciou a entrega nesta segunda-feira (29) de um ofício à Anatel questionando as primeiras etapas de adoção e comercialização do 4G no Brasil. Um dos principais pontos criticados pelo órgão é a limitação do download em alguns planos de internet móvel, que poderá comprometer o alto desempenho do 4G, algo considerado como a grande vantagem do novo sistema.

"É como você pagar por uma carruagem que no meio do caminho vira abóbora", afirmou à Agência Brasil Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. "Quem contrata o serviço 4G quer transmitir muitos dados de forma rápida. Se as operadoras colocam um limite de quantidade de dados e decide que, ao atingi-lo, a velocidade da rede diminui, elas, de certa forma, estão enganando o consumidor".

Com base nisso, a Proteste acredita que o lançamento do 4G no Brasil pode ser classificado como "propaganda enganosa porque aparelhos mais caros acabarão sendo usados para velocidades menores". Outra crítica do órgão é que os aparelhos com suporte para o 4G comercializados atualmente no país rodam na frequência 2,5GHz e não poderão ser usados na faixa de 700MHz, que deverá ser leiloada no primeiro semestre de 2014.

A coordenadora da Proteste afirma que o grande problema é que os consumidores não estão sendo informados que se quiserem ter uma quantidade de download e transmissão de dados maior, deverão assinar planos provavelmente mais caros. Além disso, se quiserem migrar para outra operadora que funciona na faixa de 700MHz também terão que investir em novos aparelhos móveis que são compatíveis com esta frequência. A faixa de 700MHz é amplamente usada em muitos países ao redor do mundo e, como não estará em operação durante a Copa do Mundo de 2014, muitos turistas poderão encontrar problemas na hora de acessar a internet em seus smartphones ou tablets no período da competição.

A Anatel afirmou que só irá comentar sobre o ofício da Proteste depois que recebê-lo.

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