Operadoras planejam barrar a utilização de celular pirata ou roubado

Por Redação | 12 de Novembro de 2012 às 12h45

As operadoras de telefonia móvel no Brasil (TIM, Vivo, Oi e Claro) decidiram criar um sistema capaz de barrar a utilização de aparelhos celulares que não foram homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) como, por exemplo, dispositivos chineses ou importados.

O novo sistema, que deverá entrar em vigor no primeiro semestre de 2013, planeja bloquear os chips e aparelhos piratas, que não receberam a certificação da agência reguladora. As quatro principais empresas do setor irão investir R$ 10 milhões para a criação e efetivação do sistema e elas alegam que, com a medida, irão diminuir o número de reclamações sobre os seus serviços, já que esses aparelhos possuem qualidade inferior e costumam derrubar as chamadas.

Como os aparelhos entram ilegalmente no país, muitas vezes eles não atendem os pré-requisitos básicos de funcionamento no Brasil, afirmam as companhias. O sistema de bloqueio, por sua vez, atuará com o reconhecimento do IMEI (International Mobile Equipment Identity, identificação internacional de equipamento móvel, em tradução livre), ou seja, assim que uma ligação for realizada com um dos aparelhos não identificados pela Anatel, ela será automaticamente cortada.

iPhone

As operadoras visam diminuir as reclamações dos clientes

Além disso, quando o usuário for cadastrar seu chip em um aparelho pirata, a sua operadora irá enviar uma notificação afirmando que a operação não foi possível. E, para impedir que os usuários usem um aparelho homologado para fazer a habilitação do seu chip e depois o coloquem em um celular pirata, o sistema também irá acompanhar o número do IMEI de todas as linhas telefônicas habilitadas.

Em contrapartida, os usuários que já possuem um celular não homologado poderão continuar usando-o sem restrições após o início das atividades do sistema, pois o aparelho não será reconhecido. Na segunda fase do projeto, as empresas planejam utilizar o sistema de reconhecimento do IMEI para identificar os dispositivos que foram roubados e bloquear o seu uso.

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