Venda de tablets volta a cair em 2019, com Apple em ampla liderança

Por Felipe Demartini | 03 de Fevereiro de 2020 às 16h00
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As vendas globais de tablets voltaram a apresentar queda no final de 2019, apesar de os números, na visão dos analistas, ainda serem promissores. Mesmo com uma recuperação leve no terceiro trimestre, o ano passado fechou com baixa de 1,5% no mercado de dispositivos de tela grande, uma queda esperada e até pequena, mas que demonstra um patamar de estagnação e negatividade, principalmente quando se olha a diferença entre os players do setor.

A Apple, mais uma vez, ocupa uma liderança absoluta e sólida que não parece prestes a mudar tão cedo. Com 16 milhões de iPads vendidos no quarto trimestre de 2019, a empresa acumula um market share de quase 37%, mais do que o dobro da segunda colocada, a Samsung, que aparece em uma vice-liderança distante com participação de 16% no mercado e sete milhões de unidades. Para a empresa coreana, inclusive, a queda foi de 7%, mas os especialistas enxergam sinais de recuperação no investimento da empresa em dispositivos conversíveis, que tiveram bom desempenho no período.

Em terceiro, e crescendo, está a Huawei, que aparece com market share de 9% e quatro milhões de dispositivos vendidos, ganhando espaço a curtos passos em um aumento que, acreditam os especialistas, pode fazer frente à Samsung em breve. A lista dos cinco maiores é completada por Amazon (3,3 mi) e pela Lenovo (2,5 milhões).

No quarto trimestre de 2019, a baixa nas vendas de tablets foi de 0,6%, queda que foi considerada menor do que a esperada pelos analistas devido a comportamentos sazonais da temporada de final de ano. Os números do IDC mostraram maior procura pelos dispositivos durante a Black Friday o que levou, inclusive, Amazon e Apple a serem as únicas a apresentarem crescimento no ano passado. Destaque também para a Lenovo, que obteve sucesso no segmento de baixo custo e só não ameaça diretamente a companhia de Jeff Bezos pois ela própria apresentou aumento de 10% ao longo do período.

Outro destaque, na visão dos analistas, foram as vendas de dispositivos na China, que seguraram os números da Huawei mesmo com fortes danos ao mercado ocidental. Os dispositivos MatePad Pro e Media Pad M foram os mais vendidos de um período em que a marca apresentou retração de apenas 3,5% das vendas, um resultado considerado positivo diante da situação internacional.

Mais uma vez, o relatório considera a estratégia da Apple, que investe no poder de processamento dos iPads e no uso deles como substituto aos notebooks, como um ponto positivo e gerador de crescimento para a empresa. É o que permite a ela ser, continuamente, um ponto positivo e com amplo ritmo de lançamentos em um segmento que, cada vez mais, parece mostrar sinais de cansaço.

Em 2019, foram 144,1 milhões de tablets enviados às lojas, um número semelhante ao de 2018, o que exibe estagnação do setor. Como fatores para isso, a IDC cita a baixa nos preços de computadores, outro mercado onde também há retração, assim como o foco dos usuários e das marcas em aparelhos celulares com telas maiores, colocando os dispositivos gigantes em uma posição achatada entre as duas alternativas.

Fonte: TechRadar

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