Startups brasileiras receberam mais de US$ 622 milhões em 7 meses, diz estudo

Startups brasileiras receberam mais de US$ 622 milhões em 7 meses, diz estudo

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 21 de Setembro de 2021 às 18h20
Annie Spratt/Unsplash

Startups brasileiras receberam mais de US$ 622 milhões (R$ 3,2 trilhões) de grandes empresas, por meio de 22 aportes, entre janeiro e julho deste ano. O levantamento é da comunidade independente de startups Distrito. O volume investido, segundo a pesquisa, já é mais do que o triplo dos aportes de 2020 — no caso, US$ 199 milhões em 27 negociações.

O estudo traz uma análise histórica ao mapear as transações deste tipo realizadas nos últimos 20 anos no país. Desde os anos 2000, o Brasil acumula 212 rodadas de investimentos de empresas em startups, das quais 162 tiveram os valores revelados. Neste ultimo caso, o total foi de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,8 bilhões).

De acordo com o levantamento, cerca de 70% dos investimentos mapeados pelo Distrito ocorreram nos estágios iniciais das startups — isto é, seed e pré-seed. Historicamente isso demostra que o capital brasileiro para essas empresas tem como alvo principal companhias iniciantes.

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Imagem: StartupStockPhotos/Pixabay

As grandes companhias que mais investiram em startups nos últimos anos vieram do setor financeiro, varejista e de tecnologia. Cada área dessas foi responsável por 16, 15 e 14 aportes, respectivamente. Na outra ponta, as fintechs lideraram o número de aportes no período: 24, o equivalente a US$ 249 milhões (R$ 1,3 bilhão). Depois vieram as do mercado imobiliário e de construção: mais de US$ 379 milhões (R$ 2 bilhões) em quatro transações. O motivo para esse ultimo dado foram os altos investimentos no QuintoAndar em maio, na ordem dos US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão).

As retailtechs, startups de varejo, também foram destaque: receberam 17 aportes que somaram US$ 206 milhões (R$ 1 bilhão). Já as martechs, da área de marketing e publicidade, captaram US$ 28 milhões (R$ 147 milhões).

“Com a pandemia e a recessão da economia global, era de se esperar um recrudescimento do CVC [capital de risco de empresas, na sigla em inglês]. Em uma situação adversa, o mais natural seria as corporações focarem no seu core business, na tentativa de se protegerem de um eventual impacto. No entanto, contrariando as expectativas, o CVC mostrou sua resiliência tal como a do ecossistema de venture capital mais tradicional. Cada vez mais as grandes empresas têm entendido a aproximação com as startups como um recurso estratégico e fundamental para a sua transformação digital”, completa Bruno Pina, chefe de inovação do Distrito.

Fonte: Distrito

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