Startup financeira criada por chefes da Rappi recebe aporte de US$ 10 milhões
Por Márcio Padrão • Editado por Claudio Yuge |

A Yuno, startup colombiana recém-criada pelo cofundador da Rappi, Juan Pablo Ortega, e pelo ex-executivo da plataforma de delivery Julián Núñez, levantou US$ 10 milhões (R$ 51,1 milhões) em sua primeira rodada de investimentos, apenas dois meses após sua criação.
A empresa oferece a outras companhias soluções de gerenciamento de pagamentos e combate a fraudes. Em seu comunicado, afirma atender grandes empresas de e-commerce na América Latina — embora não tenha citado nomes — e agora aposta nos mercados do Brasil, Colômbia e México. Os sócios trabalharam juntos na equipe de pagamentos da Rappi durante o processo de expansão da companhia para nove países.
O investimento foi do tipo seed (para dar início às operações da empresa) e será usado para contratações e o desenvolvimento de novos produtos. A rodada foi liderada pela Andreessen Horowitz, empresa de capital de risco sediada no Vale do Silício, que selecionou a Yuno dentro de um programa de fintechs da própria companhia.
Colideraram o investimento o fundo de capital de risco Kaszek, liderado pelos fundadores do Mercado Livre e Mercado Pago, e um dos primeiros investidores do Nubank, Kavak, Quinto Andar e Bitso; e a gestora brasileira Monashees, conhecida pela preferência por startups em estágio inicial. Também participaram Nazca, Latitud, OneVC, Opera Ventures, Saurabh Gupta (parceiro da DST Global) e investidores-anjos, como Simón Borrero, cofundador e CEO da Rappi.
A equipe da fintech atualmente é formada por 40 profissionais vindos de empresas como Rappi, Ingenico, Worldpay, McKinsey & Co. e MasterCard. “Estamos buscando as pessoas mais talentosas da região para encararmos essa enorme oportunidade de mercado presente em toda a América Latina. Já vivenciamos o problema de otimização de pagamentos na Rappi e criamos uma solução de sucesso para a empresa. Agora estamos comprometidos em trazer essa solução a novas companhias para que elas não sofram no futuro”, diz Ortega no comunicado.