Demanda por profissionais de dados vai a quase 500%; salários chegam a R$ 22 mil

Demanda por profissionais de dados vai a quase 500%; salários chegam a R$ 22 mil

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 16 de Agosto de 2021 às 16h30
Reprodução/Joffi/Pixabay

Dados são a nova corrida do ouro: praticamente não há empresas que não lidem com eles hoje em dia, mas nem todas acordaram ainda para o bom gerenciamento deles. É por isso que os profissionais de tecnologia da informação estão com seus "passes" tão valorizados.

De acordo com uma pesquisa recente da Intera, startup baiana de recursos humanos, a abertura de vagas voltadas aos dados no Brasil cresceu 485% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. O estudo foi realizado ouvindo 4 mil profissionais — entre analistas, engenheiros e cientistas de dados dos níveis pleno, sênior e especialista — de 34 empresas.

Os contacheques desse pessoal continuam altos. Segundo a pesquisa, a média salarial oferecida pelas empresas está assim em oito cargos da área:

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  • Data Analytics Pleno: entre R$ 7.333 e R$ 9.333;
  • Data Analytics Sênior: entre R$ 8.666 e R$ 12 mil;
  • Data Analytics Especialista/Líder: entre R$ 15 mil e R$ 19.200;
  • Data Engineering Pleno: entre R$ 7.625 e R$ 11.125;
  • Data Engineer Sênior: entre R$ 8.914 e R$ 12.007;
  • Data Engineer Especialista/Líder: entre R$ 15.166 e R$ 17.166;
  • Data Science Pleno: entre R$ 7.416 e R$ 9.750;
  • Data Science Sênior: entre R$ 9.875 e R$ 13.375;
  • Data Science Especialista/Líder: entre R$ 18 mil e R$ 22 mil.
Imagem: Reprodução/Adam Nowakowsk/Unsplash

A Intera também perguntou aos profissionais por que trocam de emprego. A conclusão foi:

  • 44% dizem ter sido atraídos pelo desafio de estar em uma nova empresa;
  • 24% foram motivados pela falta de oportunidade de crescimento no emprego atual;
  • 15% tiveram vontade de mudar de setor ou área de atuação;
  • 9% desejavam trabalhar em uma empresa maior.

"Se antes as empresas disputavam profissionais com outras empresas da mesma cidade ou estado, agora, a disputa abrange todo o país e ultrapassa a fronteira nacional", diz Juliano Tebinka, chefe de tecnologia e cofundador da Intera.

Como já dissemos aqui no Canaltech, isso tem um lado ruim: os altos salários são reflexo da pouca mão de obra especializada no país. Estimativa da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) diz que de 2019 a 2024 o setor deve demandar 420 mil novos profissionais, mas o Brasil tem formado só 42 mil por ano.

Fonte: Época Negócios

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