Da energia solar aos motéis: vaquinha de startups financia de tudo hoje em dia

Da energia solar aos motéis: vaquinha de startups financia de tudo hoje em dia

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 23 de Agosto de 2021 às 22h00
Reprodução/macrovector/Freepik

O equity crowdfunding é uma tendência em que startups pedem financiamento coletivo para custear soluções bem específicas. Segundo uma reportagem da Folha de S. Paulo, é possível hoje colaborar no Brasil com empresas de energia solar, venda de madeira africana, motéis, cemitérios e leite vegetal.

A "vaquinha de empresas" é registrada pela CVM (Comissão de Valores Monetários) desde 2017 e permite que as que ganham até R$ 10 milhões por ano captem até R$ 5 milhões de investidores via plataformas online autorizadas pelo órgão federal. A atual lista traz 39 sites do tipo, sendo Eqseed e Kria duas das mais conhecidas do ramo. Já existe até uma entidade representativa desde 2014, a Crowdinvest (Associação Brasileira de Crowdfunding de Investimento).

Imagem: Reprodução/Tumisu/Pixabay 

O investimento em startups é normalmente considerado arriscado, mas pode compensar se a empresa em questão multiplicar seu valor de mercado. E isso depende do setor. Para Felipe Souto, presidente da Bloxs, uma das plataformas citadas na reportagem, diz que em um investimento em uma usina solar, espera-se um crescimento mais tímido de uma startup de outras áreas. Por outro lado, o risco de perder valor também é menor, já que o negócio de energia costuma ser um dos mais estáveis do mercado.

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Outra plataforma ouvida foi a Vegan Business, especializada em empreendimentos de veganismo. Segundo o fundador Christian Wholters, fundos de equity crowdfunding de nicho ajudam investidores a encontrar negócios com valores semelhantes aos seus e que passaram por uma seleção especializada na área.

Como exemplo disso, a fintech HerMoney foi atrás da plataforma Wishe — serviço de apoio na gestão financeira para mulheres a partir de inteligência artificial no WhatsApp — para financiamento. O serviço só aceita captações de startups lideradas por mulheres, como era o caso da HerMoney. Assim, a empresa levantou R$ 250 mil com 25 investidores — desses, 22 eram mulheres e três homens — em rodada encerrada em agosto.

Fonte: Folha de S. Paulo

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