CloudWalk recebe US$ 150 milhões para encarar gigantes do setor de pagamentos

CloudWalk recebe US$ 150 milhões para encarar gigantes do setor de pagamentos

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 17 de Novembro de 2021 às 18h20
Divulgação/CloudWalk

A CloudWalk anunciou nesta terça-feira (17) que recebeu um aporte de US$ 150 milhões (R$ 824 milhões) em rodada série C (voltada a acelerar operações), e com esse dinheiro tornou-se mais um unicórnio, apelido dado a startups que valem mais de US$ 1 bilhão. A fintech de São Paulo cria desde 2013 tecnologias de pagamento com recursos de inteligência artificial, computação em nuvem e blockchain.

A rodada foi liderada pelo fundo Coatue e contou com participação do DST Global, A-Star, The Hive Brazil, Plug and Play Ventures, Valor Capital Group, além do investidor anjo Gokul Rajaram e dos jogadores de futebol americano Larry Fitzgerald e Kelvin Beachum. Agora a empresa eleva seu capital para US$ 365 milhões (R$ 2 bilhões) e está avaliada em US$ 2,15 bilhões (R$ 11,8 bilhões).

A rodada de financiamento anterior (série B), realizada em maio, havia levantado US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) e também foi liderada pelo Coatue junto ao DST Global, FIS, The Hive Brazil e Valor Capital.

Maquininha InfinitePay, da CloudWalk (Imagem: Divulgação/CloudWalk)

Presente em 150 mil lojas em 4,3 mil cidades brasileiras, a CloudWalk lançou em 2019 a InfinitePay, sua principal plataforma de processamento de pagamentos, e adquiriu a Confere, um programa de conciliação de fluxo de caixa e agregação de dados financeiros. Neste período, a empresa passou a se destacar frente à concorrência na antecipação de recebíveis, isto é, valores a receber de compras a prazo. Suas taxas por esse tipo de transação custam cerca de um terço do que cobram GetNet, SumUp, PagSeguro, Cielo e afins.

Neste ano, a fintech lançou uma ferramenta de link de pagamento, uma URL de um produto a ser comprado online para circular nas redes sociais ou pelo WhatsApp; a Brazilian Digital Real (BRLC), uma stablecoin (ativo digital pareado em outro ativo estável) baseada no real brasileiro; e cashbacks (reembolso parcial do valor gasto) em compras virtuais para consumidores finais.

"Com este capital adicional, estaremos bem posicionados para continuar a criar produtos que tornem a vida dos nossos clientes mais fácil", afirma Luis Silva, fundador e CEO da CloudWalk. Nos próximos dois anos, a meta da empresa é atingir 22% de fatia de mercado em crédito e débito no Brasil. Para os próximos cinco a dez anos, a ambição é chegar a uma avaliação de mercado de US$ 100 bilhões.

Fonte: Infomoney

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