Banco digital brasileiro para contas internacionais recebe aporte de US$ 20 mi

Banco digital brasileiro para contas internacionais recebe aporte de US$ 20 mi

Por Roseli Andrion | Editado por Claudio Yuge | 29 de Julho de 2021 às 17h20
Divulgação/Nomad

A fintech Nomad, que permite que brasileiros abram conta-corrente em um banco estadunidense, acaba de obter um investimento de US$ 20 milhões (R$ 103,4 milhões). Coliderada pelos fundos monashees e Spark Capital, a operação teve a participação, ainda, de Propel, GFC, Abstract, Vast, ONEVC e Globo Ventures.

Com os recursos, a empresa chega a R$ 140 milhões em investimentos em seus nove meses de operação. O montante deve ser usado na expansão da operação, no desenvolvimento e lançamento de novos produtos, e no aumento da equipe, que atualmente tem 75 profissionais e deve chegar a 150 até o fim do ano.

Patrick Sigrist, cofundador da fintech, destaca que a Nomad é uma empresa de tecnologia que atua no setor bancário para democratizar o acesso ao mundo financeiro global. “Vamos oferecer uma experiência única e completa para que a Nomad seja o banco digital em dólar do brasileiro. Esse novo aporte vai nos auxiliar a acelerar esse plano”, diz.

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Imagem: Reprodução/Envato/maxxyustas

Até o fim do ano, 120 mil contas

A companhia já tem mais de 50 mil contas abertas e informa que teve expressivo crescimento de clientes — que utilizam os recursos para fazer compras online. “Neste ano, acreditamos que um grande salto virá a partir da reabertura das viagens para o exterior. Até o fim de 2021, esperamos chegar a 120 mil contas”, revela Lucas Vargas, CEO da empresa.

Um dos diferenciais da fintech é a economia de aproximadamente 10% em comparação com o uso de cartões de crédito internacionais nos EUA e em quase todos os países da Europa. Um cartão de crédito de banco brasileiro implica gastos de 4% a 7% de spread (diferença entre o preço de compra e venda de uma ação, título ou transação monetária) cambial mais 6,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Já o cartão de crédito da Nomad tem spread de, no máximo, 2% e IOF de 1,1% para a remessa de dólar. Outra possibilidade é usar o cartão de débito internacional da marca, que é gratuito e pode ser habilitado em diferentes carteiras digitais, como a Apple Pay.

Diversas operações financeiras

Em um único aplicativo, a Nomad oferece a possibilidade de fazer compras internacionais, investimentos em mercados globais, transferências, pagamentos, remessas de dinheiro e outras transações. “Temos a convicção de que uma vida dolarizada desbloqueia um significativo potencial de consumo e investimentos”, afirma Sigrist.

Imagem: Reprodução/Envato/ckstockphoto

Vargas aponta que, com a conta da Nomad, o viajante não precisa se preocupar em levar dinheiro na viagem. “Além disso, não há necessidade de compreender as taxas e os impostos de cada operação”, ressalta, “E ainda é possível investir de forma segura em mercados globais.”

No segmento de investimento, a Nomad oferece curadoria especializada. O sistema sugere as melhores combinações de ativos internacionais para cada perfil de risco e carteiras temáticas que possibilitam a aplicação em tecnologia, criptomoeda, ESG, saúde e outros.

Para o futuro, já está nos planos da fintech o lançamento de uma plataforma de trading. “Por meio da inovação e da tecnologia, vamos nos consolidar como a primeira fintech nacional a oferecer uma conta global completa”, observa Eduardo Haber, cofundador da empresa.

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