China irá desenvolver seu próprio sistema operacional para substituir o Windows

Por Rafael Rodrigues da Silva | 28 de Maio de 2019 às 17h00

Em meio à escalada na guerra fiscal entre Estados Unidos e China, oficiais do governo chinês decidiram que irão desenvolver um sistema operacional próprio para os computadores do exército da China e deixarão de utilizar o Windows, atual sistema usado pelo país e desenvolvido pela estadunidense Microsoft.

A decisão ainda não foi divulgada oficialmente pelo governo chinês, mas já foi adiantada em uma matéria da Kanwa Asian Defence, uma revista canadense especializada em conteúdo militar.

De acordo com a revista, a decisão do exército chinês de desenvolver seu próprio sistema operacional se deu por questões de segurança. Graças a casos como os de Snowden, dos Shadow Brokers e da Vault7, o governo da China sabe que os Estados Unidos possuem ferramentas para invadir qualquer tipo de aparelho dos sistemas operacionais conhecidos. Assim, a decisão de desenvolver um sistema operacional do zero implicaria em criar algo que fosse desconhecido pelos hackers americanos, e dificultar que o país espione as operações militares chinesas.

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A tarefa de desenvolver esse novo sistema foi dada ao Grupo de Lideranças em Informações e Segurança da Internet, um “braço” do governo chinês que responde diretamente aio Comitê Central do Partido Comunista Chinês, e que atua separado dos órgãos de inteligência do exército. Essa divisão é similar à usada pelos Estados Unidos, onde o Cyber Command (órgão responsável pela segurança dos dados digitais do país) é uma entidade independente do exército e das agências de inteligência, e responde diretamente ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Essa não é a primeira vez que um país asiático desenvolve um sistema operacional próprio para evitar a espionagem estadunidense. No fim da década de 1990, a Coreia do Norte desenvolveu o Red Star OS sob o mesmo pretexto. O sistema ainda é utilizado, mas não se tornou o padrão de todos os computadores militares do país, que ainda utilizam Windows, macOS e Linux como sistemas operacionais principais.

Fonte: ZDNet

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