As 10 linguagens de programação mais bizarras em uso em 2022

As 10 linguagens de programação mais bizarras em uso em 2022

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 14 de Março de 2022 às 18h20
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Linguagens de programação esotéricas são alguns dos exemplos mais bizarros de código que existem no mundo dos computadores, já que a maioria dos desenvolvedores desse tipo de código acabam utilizando conceitos muitas vezes "bobos" para criar toda uma sintaxe capaz de fazer softwares.

As linguagens de programação esotéricas são verdadeiros exercícios em como tentar buscar o limite da compreensão e interpretação da lógica por computadores, a partir de sintaxes que são confusas e muitas vezes indecifráveis por qualquer pessoa que não seja o programar responsável pela criação da aplicação.

O site Analytics Insight preparou uma lista com os 10 exemplos mais bizarros desse tipo de linguagem de programação, que compartilhamos a seguir. Confira:

ArnoldC

Um programa simples em ArnoldC. (Imagem: Reprodução/HongKiat)

Filmes de Arnold Schwarzenegger como Exterminador do Futuro, Predador e um Herói de Brinquedo são clássicos das últimas décadas do século XX, e a ArnoldC é uma das homenagens mais estranhas a essas obras.

Tudo em ArnoldC é feito a partir de frases de efeito das versões em inglês dos filmes de Schwarzenegger. Sem dúvidas, uma linguagem de programação bem estranha.

Chef

A Chef é uma linguagem de programação que tem como principal atrativo o fato de que o código-fonte de softwares criados com ela também servem como receitas culinárias.

Além disso, uma das regras da utilização da Chef é que ela não somente gere programas funcionais, mas também receitas fáceis de serem preparadas e também deliciosas.

Shakespeare

A linguagem de programação Shakespeare faz com que o código dos softwares pareçam cenas da obra de um dos mais influentes artistas da história.

Até mesmo a declaração de variáveis e afins ganha um tom teatral, com elas sendo chamadas de personagens. Além disso, todas as interações devem ser escritas como diálogos, transformando o resultado final em uma peça shakespeariana.

Piet

Esqueça sintaxe e pense em combinação de cores — é basicamente essa a proposta da Piet, nomeada em homenagem ao artista abstrato Piet Mondrian, que produz diferentes softwares e funções dependendo da forma que o desenvolvedor juntar pequenos blocos de diferentes cores.

Basicamente, o código-fonte de um software escrito em Piet tem como resultado uma pintura abstrata — algo bem diferente do que é comum em programação.

LOLCODE

Um programa simples escrito em LOLCODE. (Imagem: Reprodução/HongKiat)

Quem estava na internet no começo dos anos 2000 deve lembrar do "lol”, sigla em inglês para “rindo alto” que acabou virando uma das gírias virtuais mais usadas naquele começo da rede mundial de computadores.

O LOLCODE, em uma homenagem a essa comunicação mais “raiz” da internet, por assim dizer, é uma linguagem de programação que em vez de classes e vetores, utiliza siglas muito utilizadas há alguns anos para criação de softwares.

Além do “lol”, siglas e abreviações como “btw” e “kthxbye” tem utilidade na programação do LOLCODE, assim como expressões famosas de internet como “kthxbye”.

Glass

Uma reclamação comum entre programadores é a dificuldade de aprender a sintaxe de linguagens de programação — e no caso da Glass, esse problema é milhares de vezes pior.

Utilizando uma sintaxe não-intuitiva ao mesmo tempo em que toda sua programação obedece uma estrutura orientada a objeto, a Glass é um pesadelo de compreensão e acaba sendo conhecida na comunidade de programação como uma grande piada.

Chicken

Cansado de aprender vários termos diferentes para conseguir programar um software? Recomendamos você conhecer a Chicken, uma linguagem de programação em que o único termo utilizado é "chicken”

Dependendo de quantas vezes “chicken” é repetida na mesma linha, diferentes funções são interpretadas pela língua. Mas essa simplicidade esconde uma curiosidade enorme: ela atua como um compilador da linguagem Scheme, normalmente utilizado em ciência de dados, mas que aqui ganha a possibilidade de construção de softwares com uso fora da comunidade científica.

Befunge

Criada com o objetivo de ser uma linguagem de programação difícil de ser compilada, a Befunge traz uma sintaxe caótica e que é modificada a cada loop de execução do programa.

Além disso, ela é uma linguagem de programação bidimensional, em que cada comando escrito deve indicar em qual direção o computador deve seguir na leitura do código-fonte para continuar a execução do programa — fazendo qualquer software escrito nela parecer uma verdadeira salada de caracteres sem sentido.

Rockstar

Na linguagem Rockstar, o código de softwares ficam parecendo letras de músicas de heavy metal.

É um conceito bem diferente, mas também curioso, com revistas internacionais de música criando artigos sobre a linguagem de programação - mostrando que com criatividade, é possível despertar interesse de bolhas completamente diferentes.

Malbolge

Um programa escrito em Malboge. (Imagem: Reprodução/Wikimedia Communs)

Já pensou em uma linguagem de programação que tem como objetivo impossibilitar o desenvolvimento de qualquer programa? É isso que a Malbolge é, código nomeado em homenagem ao oitavo círculo do inferno do clássico Divina Comédia e criada em 1998.

Hoje em dia, é possível criar alguns softwares com esse código, mas quando ela foi criada lá atrás, foi uma das principais representantes das linguagens exotéricas inúteis intencionalmente.

Fonte: Analytics Insight

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