Apple e Google lançam versão beta do “rastreador de COVID-19”

Por Claudio Yuge | 29 de Abril de 2020 às 17h09
TechCrunch

Desde o dia 10 de abril, Apple e Google vêm se unindo para criar um conjunto de aplicações (API) que usa Bluetooth para rastrear pessoas que tiveram COVID-19. Basicamente, é kit para desenvolvedores que permitem aos dispositivos com iOS e Android se comunicarem por meio de sinais de rádio, cruzando dados fornecidos pelos próprios usuários, a fim de criar um mapa de infectados e pessoas que tiveram contato o contágio. Agora, as companhias lançam a primeira versão dessa ferramenta.

Esse modelo inicial está liberado para um número limitado de desenvolvedores, e serve mais para coletar o feedback dos profissionais que vão utilizar a API de “notificação de contatos — que é como o utilitário vem sendo chamado pelas gigantes. A intenção é usar todas as notações para que o software oficial, que deve continuar sendo atualizado constantemente até o final da pandemia, seja lançado em meados de maio nas lojas virtuais da Apple e do Google.

Divulgação/Google

Na sexta-feira (1), ambas devem enviar aos programadores um código de exemplo, para mostrar como funciona na prática, assim como a documentação — à medida que estiver pronta — e mais acessos para testes, que são destinados neste momento somente para colaboradores ligados às autoridades de saúde autorizadas.

O que foi liberado até agora?

A Apple e o Google já disponibilizaram em seus respectivos sites de desenvolvedores informações que descrevem em detalhes o funcionamento da tecnologia, assim como as atualizações mais recentes. Isso inclui um ajuste na proteção de dados e da privacidade, a exemplo da melhor criptografia e embaralhamento dos modelos de dispositivos e intensidade do sinal.

Os mais recentes updates incluem a capacidade adicional para as autoridades de saúde definirem e calcularem os níveis de risco de exposição da COVID-19 entre os indivíduos, com base em seus próprios critérios, pois isso varia em cada organização. Essa variável leva em consideração a distância e o tempo das pessoas em contato com pacientes. Assim, os alertas podem ser personalizados, de forma que possam mostrar cálculos mais precisos sobre a possibilidade de contágio, para os usuários que receberem tais notificações.

A atualização beta também inclui um botão de autorização com instruções claras de como funciona o compartilhamento de dados sobre o aplicativo, conforme mostra o tweet abaixo. Vale destacar que essa configuração deve vir desativada por padrão.

Como dito, a previsão é de que a versão completa deve estar disponível até meados de maio para os programadores e, até o final do mês que vem, ser amplamente distribuída junto aos usuários.

Fonte: TechCrunch  

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