Smartwatch da Samsung tenta ajudar usuários do Ozempic a não perderem músculos
Por João Melo • Editado por Léo Müller | •

A Samsung anunciou, nesta quinta-feira (28), que começou a desenvolver uma pesquisa para investigar a eficácia do Galaxy Watch 8 em ajudar adultos que iniciaram tratamentos com medicamentos à base de GLP-1. Ozempic, Wegovy e Mounjaro estão entre os fármacos dessa categoria.
- Smartwatch com bateria que dura mais de 7 dias: veja 4 opções para comprar agora
- 5 acessórios para quem prometeu se exercitar mais em 2026
O estudo será realizado em colaboração com o Centro de Pesquisa em Diabetes (DRC, na sigla em inglês) do Hospital Geral de Massachusetts (MGH). O principal objetivo dos especialistas é verificar se o smartwatch da companhia sul-coreana é capaz de monitorar e ajudar a mitigar a perda de massa muscular.
A pesquisa clínica investigará a viabilidade do uso de dados biométricos — como composição corporal, níveis de atividade e frequência cardíaca — fornecidos pelo wearable e pelo aplicativo Samsung Health para auxiliar nesse acompanhamento médico.
Em comunicado, as instituições justificaram que a decisão de seguir com o estudo foi motivada pela ampla adoção de medicamentos à base de GLP-1 pela população.
Controle de peso e tratamento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, estão entre os motivos que levam as pessoas a aderirem a esse tipo de terapia.
Como o estudo da Samsung e do MGH será realizado
O estudo será liderado pela Dra. Melissa Putman, diretora do Centro de Pesquisa em Diabetes do MGH. As análises começarão com o recrutamento de 100 adultos que iniciarão tratamento com medicamentos para perda de peso e que serão divididos em dois grupos.
Um dos grupos utilizará o Galaxy Watch como ferramenta de monitoramento da composição corporal por meio da bioimpedância, além de acompanhar atividades físicas e receber orientações personalizadas relacionadas a exercícios.
O progresso desses voluntários será comparado ao das pessoas que comporão o outro grupo, que receberá orientações e atendimento padrão normalmente oferecidos a pacientes que iniciam tratamentos com medicamentos que estimulam os receptores de GLP-1.
O progresso da pesquisa e as mudanças fisiológicas dos dois grupos serão avaliados por exames DXA de nível clínico, considerados o método mais preciso para análise de composição corporal.
Os dados indicarão se os insights do Galaxy Watch 8 podem ajudar pacientes a desenvolver hábitos mais saudáveis e melhorar a preservação da massa muscular.
“Estamos interessados em explorar como dados contínuos de um dispositivo vestível podem fornecer informações valiosas sobre os níveis de atividade, frequência cardíaca e composição corporal do paciente, oferecendo aos médicos uma visão mais holística do impacto do tratamento e permitindo ajustes mais rápidos e orientados por dados no plano de cuidados”, ressaltou a Dra. Putman.
Ainda que a eficácia do Galaxy Watch para esse caso ainda esteja sendo testada, os smartwatches conseguem ajudar em outras demandas relacionadas à saúde. Saiba qual é o melhor relógio para comprar, de acordo com especialistas do Canaltech.
Fonte: Samsung