Samsung é a maior ameaçada pelo novo iPhone SE, diz analista

Por Rubens Eishima | 17 de Abril de 2020 às 18h00
Apple
Tudo sobre

Saiba tudo sobre iPhone SE (2020)

Ficha técnica

A chegada do novo iPhone SE não foi bem uma surpresa, com boatos há muitos meses a respeito do smartphone de entrada da Apple. Mesmo assim, o modelo pode ter chegado em um momento ideal para a fabricante e tomar vendas de aparelhos na mesma faixa de preço, especialmente de empresas como a Samsung no segmento corporativo. Essa é a aposta da vice-presidente de pesquisa da Gartner, Annette Zimmermann, em entrevista ao Canaltech.

Zimmermann afirmou que o modelo pode cumprir sua função de “puxador de vendas” para a marca, mas destacou que isso dependerá da capacidade da Apple e suas fornecedoras de produzir e distribuir o aparelho ao mercado.

Público-alvo

Para a analista, o modelo terá espaço principalmente entre dois públicos: donos de iPhone 6/6 Plus e o mercado corporativo. No caso de quem ainda segue com o modelo antigo da Apple, por ser um público que costuma permanecer mais tempo com o mesmo aparelho.

Já no caso do público corporativo, o novo iPhone representaria uma ameaça principalmente aos modelos intermediários com sistema Android. "Especialmente para a Samsung neste segmento, trata-se de uma forte concorrência", aposta Annette.

O mercado empresarial é particularmente acirrado por uma série de motivos, incluindo compras em grandes volumes e a adoção de ciclos de renovação de equipamentos, o que levam os fabricantes de celulares a oferecerem páginas dedicadas ao segmento, com equipes próprias de vendas e suporte, além de preços e condições de pagamentos diferenciados.

Mesmo com preços-base mais altos, a Apple tem como trunfos nesse mercado o suporte mais extenso oferecido a seus aparelhos, com atualizações e correções de segurança por mais tempo que a concorrência, além de um ecossistema de aplicativos mais controlado, apesar de opções como o Samsung Knox.

Com relação a mercados emergentes como o Brasil, Zimmermann afirmou que o iPhone SE não deve ter o apelo de massa de modelos básicos, de até R$ 1.500, mas poderá ser uma opção para quem já é cliente da Apple.

A clientela não é o mesmo segmento do mercado que normalmente compra apenas smartphones Android de R$ 800.

COVID-19

A vice-presidente da Gartner analisou também a chegada do modelo durante a atual pandemia. Ela lembrou que neste momento de crise, muitas pessoas não podem justificar o gasto em um celular de R$ 7.000 – caso do iPhone 11 Pro – mas que a faixa de preço do iPhone SE, R$ 3.700, é mais palatável. Por isso, comprar o modelo de entrada seria uma opção de upgrade ao invés de atrasar uma compra por vários meses.

E você? Se interessou pelo novo smartphone de entrada da Apple? Está considerando um upgrade para o aparelho ou prefere esperar uma queda de preço? Dê sua opinião sobre o novo “baratinho” da maçã nos comentários.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.