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Preço dos celulares começa a subir em abril, diz leaker; entenda situação

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Danilo Berti/Canaltech
Danilo Berti/Canaltech

O conhecido informante Digital Chat Station trouxe uma notícia pouco animadora nesta quarta-feira (1º). Em vez de um novo vazamento de produto, ele afirmou que as principais fabricantes de smartphones Android da China devem começar a aumentar preços já em abril, incluindo modelos que já estão no mercado.

Segundo o leaker, a medida envolve as “cinco grandes” do setor, grupo que deve incluir marcas como Xiaomi, Oppo, Vivo, Honor e OnePlus. O ponto mais incomum aqui é justamente o reajuste em aparelhos já lançados. Normalmente, o mercado funciona no sentido oposto: modelos ficam mais baratos com o tempo. Agora, a tendência pode se inverter.

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Marcas como Oppo e OnePlus iniciaram aumentos no mercado chinês ainda em março, com reajustes que variam entre 200 e 500 yuans (equivalente a R$ 150 e R$ 375), dependendo do modelo.

O que está por trás da alta

A principal explicação está na cadeia de componentes. O mercado vive uma nova pressão de custos, especialmente em memória RAM e chips mais avançados.

A demanda crescente por inteligência artificial — puxada por empresas como Microsoft, Google e OpenAI — está pressionando a produção global de chips, encarecendo componentes essenciais para smartphones.

Mesmo com pequenas correções recentes nos preços, memórias como DDR5 ainda continuam significativamente mais caras do que no ano passado, o que força fabricantes a escolher entre reduzir margem ou repassar custos ao consumidor.

Isso pode chegar ao Brasil?

Por enquanto, o impacto direto está concentrado no mercado chinês. Mas o cenário global indica que essa tendência pode se espalhar.

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Fabricantes que atuam internacionalmente, como a Xiaomi, ainda não confirmaram aumentos fora da China. Ainda assim, analistas apontam que reajustes em outros mercados ao longo de 2026 são plausíveis, especialmente se o custo dos componentes continuar elevado.

No caso do Brasil, o efeito costuma vir com algum atraso — mas dificilmente fica de fora quando há pressão global de preços.

Apesar de alta de preços fazer sentido no contexto autual e já estar sendo prevista desde o ano passado, é importante notar que informações vazadas podem acabar sendo apenas rumores, ainda mais quando elas surgem no dia 1º de abril.