Por que alguns apps “devoram a bateria do celular” sem você ver? Nós explicamos
Por Vinícius Moschen • Editado por Léo Müller |

O gasto de baterias em celulares atuais pode ser maior do que o esperado por causa de “inimigos”: os aplicativos em segundo plano. Afinal, eles costumam realizar tarefas de forma invisível, que usam energia e também podem tornar o uso geral do smartphone mais lento.
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O gasto excessivo de carga acontece quando o estado de segundo plano não indica que o programa está inativo. Mesmo que a pessoa não esteja vendo o aplicativo, ele realiza processos internos.
Em geral, um dos serviços que mais gastam energia em segundo plano é o de localização via GPS. A conectividade móvel, seja por Wi-Fi, 4G ou 5G, também exige carga para downloads de atualizações, transmissões de conteúdo e varreduras frequentes de redes.
Outro ponto importante é a eficiência da arquitetura de código do aplicativo, já que falhas de programação geram desperdício energético.
Sistemas que consultam o servidor repetidamente (o que é chamado de polling) gastam mais recursos do que os modelos que apenas recebem avisos automáticos de novas informações (ou push).
Redes sociais também podem contribuir para o desgaste ao atualizarem as linhas do tempo de forma constante sem que o programa esteja aberto na tela.
Além disso, processos contínuos de sincronização de dados e o fornecimento de alertas imediatos forçam o funcionamento ininterrupto dos componentes internos.
Em casos mais extremos, alguns aplicativos gastam energia ao realizar a mineração descentralizada de criptomoedas sem o conhecimento direto das pessoas que utilizam o dispositivo.
Plataformas de vídeo também podem manter o carregamento preventivo de dados em segundo plano para prever a continuidade da visualização do conteúdo.
Vale lembrar que a perda de energia é determinada pelas ações executadas no celular, e não pela simples permanência de um software na memória do dispositivo.
A manutenção de diversos dados armazenados, mesmo que com espaço cheio, consome uma quantidade de carga considerada insignificante para o sistema.
Como economizar bateria em tarefas de segundo plano
Aplicativos que prometem economizar bateria ao encerrar processos de fundo são classificados como falsas promessas em versões modernas do Android. Afinal, o sistema operacional já integra essas funções de gerenciamento de maneira nativa desde a atualização Lollipop de anos atrás.
Além disso, o encerramento manual de um programa após o uso apresenta impacto mínimo na autonomia da bateria na maioria dos cenários atuais.
Essa ação somente gera economia real caso o programa mantenha processos ativos, como ocorre em sincronizadores ou rastreadores de deslocamento.
Na prática, a otimização da carga pode ser feita através do ajuste de permissões de localização para que o recurso funcione apenas durante o uso ativo — o que também é uma configuração comum nos celulares atuais.
Outra medida recomendada é a desativação ou limitação da atualização de programas em segundo plano nas configurações do sistema.
Já o modo nativo de economia de energia do aparelho limita automaticamente a maior parte das atividades que ocorrem fora da visão principal.
Para manter o gasto de energia nos menores níveis, é preciso realizar a manutenção regular do software e dos aplicativos. Afinal, somente assim serão garantidas as correções de eficiência energética desenvolvidas pelos programadores.