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Novo iPhone pode vir com chip feito pela Intel; entenda

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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Divulgação/Apple
Divulgação/Apple
iPhone 18

Relatórios recentes do analista Jeff Pu indicam que a Apple sonda a Intel como fabricante secundária de chips para futuros modelos de iPhone. No modelo previsto, a empresa atuaria estritamente como uma fundição para produção dos processadores. 

Na prática, o desenvolvimento dos chips permaneceria sob responsabilidade da Apple, que atingiu um nível considerado alto de independência nessa etapa. Isso inclui trabalhos como o design, a arquitetura e as metas de desempenho das plataformas. 

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Portanto, o contrato seria semelhante ao firmado atualmente com a TSMC, que fabrica a maioria dos chips desenvolvidos pela Apple.

Um dos objetivos da Apple é diversificar sua cadeia de suprimentos, visto que a redução da dependência da TSMC tende a mitigar riscos geopolíticos e a escassez de componentes, além de ampliar o poder de negociação.

Mesmo assim, a Apple deve manter a TSMC como fornecedora principal para chips mais avançados e de alta performance. A Intel seria utilizada para componentes com menores restrições térmicas ou volumes de produção iniciais mais baixos.

Portanto, o movimento não representa o retorno aos processadores projetados pela Intel, como ocorria em gerações antigas dos notebooks MacBook, por exemplo. 

Intel pode produzir chips futuros da Apple

A expectativa é que a Intel inicie a produção de chips para modelos de iPhone de entrada a partir de 2028. Para isso, seria utilizado o processo de tecnologia 1,4 nm, denominado 14A, um salto em relação a plataformas atuais e futuras de 3 e 2 nm. 

No entanto, o analista Ming-Chi Kuo afirma que a Intel pode fornecer chips da série M para iPads e Macs selecionados já em 2027. Essa produção utilizaria o processo 18A da fabricante.

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Outras motivações para a transição para a Intel incluem o aumento da demanda por chips de inteligência artificial, que intensificou a concorrência pela capacidade de produção da TSMC por empresas como Nvidia e AMD

Além disso, a parceria também estaria alinhada com pressões políticas para o aumento da produção nos Estados Unidos.

Fabricação de processadores exige rigor 

Uma característica considerada marcante na fabricação de chips para iPhone é a exigência de alta eficiência em desempenho por watt, já que perdas impactam diretamente na vida útil da bateria e no aquecimento dos aparelhos.

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Por isso, a Intel precisará demonstrar altos índices de rendimento de chips por wafer, o que é um dos maiores desafios enfrentados pelas fornecedoras no mercado como um todo. A questão se amplia quando são considerados os volumes massivos de produção demandados pela Apple, para cumprir seu ciclo de lançamento anual.

Nesse contexto, existe um nível de ceticismo no setor devido ao histórico da Intel no cumprimento de prazos em processos avançados na última década — o que inclusive foi um dos fatores que motivou a transição da Apple para chips próprios.

Até o momento, não há relatos de contratos assinados ou reserva formal de capacidade de produção entre a Apple e a Intel. Por isso, o cenário permanece no campo das projeções.

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