Nokia 7.1 pode ser a próxima boa escolha entre os celulares intermediários

Por Carlos Dias Ferreira | 04 de Outubro de 2018 às 17h05
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Ficha técnica

O ritmo constante de evolução da indústria mobile legou uma série de funcionalidades e perfumarias que fazem igualmente encher os olhos e esvaziar os bolsos — o que tem feito um número crescente de usuários voltar a atenção para produtos intermediários; para gadgets com melhor relação custo-benefício, por assim dizer. E é justamente esse o estrato em que a Nokia/HMD mirou com o novo Nokia 7.1

A ser lançado no final de outubro pela bagatela de US$ 350, o novo aparelho tem chamado a atenção tanto pela robustez da construção quanto pelas configurações e funcionalidades exclusivas. Parte do programa Android One, o 7.1 deve oferecer uma experiência pura, com funções básicas providas pela própria Google – inicialmente com o Android 8.1 “Oreo”, mas com atualização para o Android 9 “Pie” prevista para ocorrer antes do final de novembro.

Sob o capô, há um respeitável Qualcomm Snapdragon 636, além de 4 GB de memória RAM, 64 GB de armazenamento interno, uma bateria com 3.060 mAh e entrada para cartão microSD. Diferentemente de vários flagships atuais, o novo Nokia também inclui tanto entradas USB-C quanto um jack para fone de ouvido.

Display ambicioso

Mas é nas configurações de tela que o 7.1 se torna mais ambicioso. Trata-se de um display de 5,8 polegadas de LCD com resolução Full HD, incluindo suporte ao padrão HDR 10 — que aumenta o alcance dinâmico das imagens, valorizando áreas escuras e claras igualmente; no caso do 7.1, é possível tanto efetuar registros em HDR quanto converter conteúdos padrão em um “pseudo-HDR”, deixando-os mais brilhantes e dotados de cores mais vivas.

A função proprietária “bothie”, por sua vez, passou por uma reformulação no 7.1. Embora ainda permita tirar fotos simultaneamente com as câmeras frontal (8 megapixels) e traseiras (12 e 5 megapixels) do aparelho, agora também é possível efetuar os registros de forma não simultânea, a fim de juntá-los em uma única foto posteriormente.

Com tela LCD de 5,8 polegadas Full HD, suporte a HDR 10 e a função exclusiva "bothie", o Nokia 7.1 pretende ser a próxima boa escolha entre clientes com mais bom gosto do que dinheiro na carteira. (Imagem: divulgação/Nokia).

Construção parruda

Mimos funcionais à parte, é certo que um dos maiores diferenciais do Nokia 7.1 é sua construção. Conforme revelou a análise de um protótipo realizada pelo site Gizmodo, o novo intermediário da HMD tem um tipo de construção reforçada que não é típica de aparelhos nessa faixa de preço.

Com carcaça reforçada de alumínio moldado por extrusão, o 7.1 conta ainda com várias camadas de vidro temperado, tanto na parte frontal quanto na posterior — o painel frontal, no caso, é um Gorilla Glass 3. Mas há também uma preocupação estética óbvia, conforme mostram os frisos de metal embutido que conferem um contraste interessante entre as duas cores disponíveis, “midnight blue” e “gloss steel”.

Intermediários cada vez mais “charmosos”

Embora não seja o tipo de aparelho que provoca a luxúria dos mais consumistas, é certo que o 7.1 pode acabar se tornando uma das opções intermediárias por excelência. Afinal, com aparelhos top atuais facilmente chegando (e ultrapassando) a marca dos US$ 1 mil, parece razoável que modelos intermediários decentes se tornem cada vez mais charmosos aos olhos do consumidor.

Ademais, o Nokia 7.1 parece perfeitamente capaz de dar continuidade ao bom desempenho recente da marca. Adquirida pela HMD em 2016, a Nokia conquistou terreno rapidamente, figurando atualmente entre os 10 maiores vendedores de smartphones do globo — com 4,5 milhões de unidades vendidas durante o segundo trimestre de 2018. Agora é só esperar pelo lançamento oficial, previsto para o dia 28 de outubro.

Fonte: Gizmodo

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