Jovi abre nova loja física no Brasil e aceita celular usado como pagamento
Por Léo Müller |

A Jovi abriu na tarde desta segunda-feira (15) em Curitiba a sua segunda loja física no Brasil. O estabelecimento fica no Shopping Palladium e conta com o grande tráfego de pessoas para aproximar dos brasileiros a marca que está no país há pouco mais de um ano. Quase todos os smartphones da Jovi estão disponíveis na nova loja, com exceção apenas do Jovi T1, recém-lançado.
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Além de conhecer os celulares da marca chinesa de perto, os visitantes poderão também dar os seus smartphones antigos como parte do pagamento em um novo modelo da Jovi, no que o varejo conhece como trade-in.
O grande diferencial da "degustação"
Diferentemente do mercado online, em que o consumidor confere uma lista de especificações técnicas, a proposta da marca é trazer de volta a cultura do toque.
Amadeu Cavalcante, CEO da JUFAP — empresa paranaense com mais de 20 anos de mercado que administrará a loja de Curitiba em nome da Jovi —, explica que o papel do varejo físico passou por uma transformação drástica na última década.
"A importância da loja física mudou bastante. Ela era antigamente um ponto exclusivamente de venda, e hoje ela é mais um ponto de degustação. O cliente entra na marca através do mundo digital, mas ele só fecha com a marca depois que ele tem um contato com o produto na loja física. Principalmente aparelhos celulares, o cliente tem uma necessidade do toque para ver as facilidades. A fotografia, por exemplo, é um item super importante. Dificilmente você vende fotografia pela internet sem o cliente tocar, ver e tirar uma foto."
Essa estratégia faz ainda mais sentido para combater a insegurança do consumidor em relação a marcas novas e proteger o comprador contra golpes e quadrilhas digitais que miram o comércio eletrônico de eletrônicos.
Quando chegam os top de linha?
Por ser uma marca estreante no mercado nacional, a Jovi tem adotado uma postura cautelosa.
Um detalhe curioso dos bastidores é que a empresa não pôde utilizar o nome de sua matriz global por aqui; na China, a empresa opera sob a marca "Vivo", nome que no Brasil pertence a uma operadora de telefonia. Por isso, a submarca Jovi foi desenvolvida após anos de pesquisas de campo diretamente na casa dos consumidores brasileiros.
Atualmente, o foco da fabricante está concentrado em dispositivos básicos e intermediários para entender os limites de preço e a aceitação do público. Mas quem está esperando por modelos mais potentes pode receber novidades em breve.
"A gente está com uma estratégia muito alinhada com a nossa matriz global lá na China e, assim, a gente está avaliando o mercado. Em breve a gente vai ter novidades de linhas topo de linha nossas, produtos flagship mesmo", disse ao Canaltech André Casseres, Diretor Regional da Jovi no Sul do Brasil.
Bateria é tudo
Nas pesquisas realizadas pela empresa antes de iniciar a montagem de sua estrutura nacional, a autonomia de energia disparou como o requisito mais desejado pelo cliente local.
Por conta disso, a Jovi estruturou um processo de "tropicalização": hoje, 40% do portfólio vendido no país é desenhado exclusivamente para as necessidades do Brasil, com aparelhos que sequer existem no mercado internacional.
Para ilustrar esse diferencial na prática, a nova loja do Shopping Palladium conta com vendedores treinados e expositores interativos, incluindo uma maquete para testar as câmeras desenvolvidas em parceria global com a Zeiss e um aquário expositor onde o celular fica imerso na água para provar a resistência IP68/IP69 e a capacidade de fotos subaquáticas.
"Questão que deu certo aqui, nesses estudos, a gente detectou que a bateria é essencial. Então a gente está trazendo produtos com baterias de até 7.000 mAh e numa tecnologia em que a bateria fica muito fina, então não impacta na espessura do aparelho. O consumidor não precisa carregar o aparelho todo dia. A proteção também, IP69 e IP67 em alguns modelos, está fazendo muita diferença. Aparelho super durável, super garantido", explicou Casseres.
Como funciona o trade-in
Para quem deseja aproveitar a inauguração e trocar de aparelho utilizando o modelo antigo como parte do pagamento, o processo exige uma avaliação física rápida no balcão.
Os técnicos da loja submetem o smartphone usado a um protocolo de análise para checar o estado do hardware e calculam o desconto na hora.
Vale a pena consultar a equipe antes, já que o parceiro logístico da Jovi responsável pela reciclagem dos aparelhos ainda possui restrições e não aceita modelos de todas as marcas do mercado.
Além das lojas próprias da Jovi, a marca também tem um acordo com o Magalu para vender seus smartphones em pontos físicos da varejistas em 16 estados brasileiros.