Huawei negocia venda da marca de celulares Honor, diz agência de notícias

Por Rubens Eishima | 14 de Outubro de 2020 às 09h31
Rubens Eishima/Canaltech

Enfrentando uma série de dificuldades para operar suas divisões de celulares, a Huawei estaria negociando a venda da marca Honor. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters, que citou o interesse de pelo menos três empresas, incluindo as rivais TCL e Xiaomi.

As negociações sigilosas apontam um valor de até 25 bilhões de iuanes (cerca de R$ 21 bilhões). A cifra inclui não apenas a marca Honor e sua atual estrutura de desenvolvimento e fabricação de celulares, como também parte da cadeia de distribuição dos aparelhos.

A favorita para assumir a operação da marca de smartphones é a Digital China Group, empresa responsável pela distribuição dos aparelhos da Honor. Mas fontes ouvidas pela agência citaram ainda o interesse das fabricantes TCL e Xiaomi, também chinesas.

A Reuters não menciona se a venda inclui também outros segmentos em que a Honor atua, caso de notebooks e outros dispositivos eletrônicos.

Saída possível

Na semana passada, o analista Ming-Chi Kuo opinou que a venda da marca Honor seria benéfica para a marca e sua controladora. A independência da subsidiária poderia livrá-la das sanções impostas pelos Estados Unidos à Huawei, que atualmente restringem o uso de aplicativos do Google, processadores de empresas norte-americanas como a Qualcomm e até mesmo o fornecimento de chips da marca chinesa fabricados pela taiwanesa TSMC.

A venda da marca criaria uma forte competidora no mercado de smartphones, particularmente no segmentos de entrada e intermediário na China. Competindo com Oppo, Vivo, Realme, Xiaomi e a própria Huawei.

Segundo a Reuters, a negociação com a Digital China envolveria uma venda direta — sem troca de ações, por exemplo —, e seria financiada com empréstimos bancários. As fontes consultadas pela agência de notícias afirmaram que o negócio pode ser anunciado nas próximas semanas, mas nenhuma das empresas citadas comentou a informação.

Fonte: Reuters

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