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Google anuncia os novos Pixel 3 e Pixel 3 XL com "a melhor câmera possível"

Por Rafael Arbulu | 09 de Outubro de 2018 às 12h38
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As expectativas para o evento Made By Google, apresentado hoje pela empresa, era a de que, entre uma novidade e outra, fossem apresentados os novos smartphones da linha Pixel — o Google Pixel 3 e o Google Pixel 3 XL. Depois de muitos vazamentos (muitos mesmo), a gigante da internet enfim mostrou os dois aparelhos durante a ocasião realizada em Nova York.

Chamando de “o smartphone com a melhor câmera possível”, Rick Osterloh, vice-presidente sênior de hardware da Google, apresentou o Google Pixel e Pixel 3 XL, ambos apresentando displays maiores do que seus predecessores (respectivamente, 5.5 e 6.3 polegadas nos novos flagships) e sistema de câmera dupla posicionado sobre o notch, para as fotos frontais, com uma das lentes voltada às imagens mais abertas, como selfies em grupo. Na traseira, ambos os aparelhos vêm com uma única câmera, resistindo à tendência de outras fabricantes (olhando pra você, LG).

O design do Pixel 3 e Pixel 3 XL mantém o mesmo padrão de seu predecessor, salvo pelo arredondamento dos cantos, onde a carcaça e o vidro da tela se encaixam, tornando o visual mais interligado e fluído. Contudo, no Pixel 3 XL, o notch é consideravelmente maior, ainda que o modelo de display maior “estique” a imagem por toda a borda da tela. Nas configurações internas, os modelos virão com 64GB de armazenamento interno e 4GB de memória RAM, ambos com processador Snapdragon 845, Bluetooth 5.0 e alto-falantes frontais.

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Google anunciou em evento os smartphones Pixel 3 e Pixel 3 XL, além do Google Slate (Captura de Imagem: Rafael Arbulu)

Ambos os aparelhos trazem um foco enorme na automatização da experiência de se tirar uma foto, com recursos avançados de autofoco, color pop, mudança de foco para a frente ou fundo da imagem. Uma feature interessante — e exclusiva da linha Pixel — é o “Top Shot”, criado para assegurar que o usuário sempre tenha a foto mais bacana. Combinando aspectos de machine learning e o exclusivo HDR Plus, o Top Shot captura diversos quadros de uma imagem antes e depois de você pressionar o botão de foto para que, no caso de acidentes (alguém sair do quadro antes do obturador bater, uma piscada ou espirro no momento errado), o usuário possa voltar ou avançar quadros para escolher o melhor momento. Uma vez definido, os outros quadros são excluídos automaticamente e, em alguns casos, o próprio sistema faz sugestões de quadros mais interessantes.

Alia-se a isso a função “Night Sight”, um modo fotográfico desenhado para registrar imagens em ambientes noturnos (bares, baladas, shows) sem o uso do flash. Em um jab bem direto ao novo iPhone Xs, a apresentação mostrou uma comparação lado-a-lado entre uma foto noturna pelo smartphone da Apple (supostamente, com flash) e uma pelo Pixel 3 (via Night Sight): a da Apple estava bem obscura. Completando a “zoeira” com a Maçã de Cupertino, as câmeras frontais para selfies em grupo, segundo a apresentação, possuem uma abertura até 183% maior que a do iPhone Xs, sem cortar elementos do quadro.

Comparativo lado-a-lado entre uma foto de fim do dia com a câmera do iPhone Xs (com flash, presumidamente) e com o Pixel 3 (com Night Sight) (Captura de imagem: Rafael Arbulu)
Exemplo da selfie em grupo em um Pixel 3: dupla câmera frontal evita que objetos sejam cortados do quadro (Captura de Imagem: Rafael Arbulu)

Outros dois recursos que completam o pacote — Motion Auto Focus e Super Res Zoom — consistem em 1) clicar na tela para selecionar um ponto de foco que permanecerá em boa qualidade com vídeos de alta movimentação (o exemplo da apresentação era o de um labrador correndo, com o foco acompanhando o cão por todo lugar); e 2) que consegue tirar fotos em zoom sem granulação de imagem ou a necessidade de uma mini lente específica de profundidade. Uma integração direta entre a câmera e o Google Lens permite também que usuários tirem fotos de itens de interesse e, automaticamente, tenham acesso a links de compra e informações de aquisição (quando disponíveis).

Para os entusiastas da fotografia, a Google anunciou na ocasião uma parceria com a renomada fotógrafa Annie Leibovitz, que, pela primeira vez em parceria com uma empresa “de câmeras” (a Google não fabrica câmeras, mas o foco do Pixel 3 é certamente o de registrar grandes imagens), está viajando pelos EUA e tirando fotos exclusivamente com o smartphone para um projeto vindouro.

Pela primeira vez com uma parceria deste tipo, a renomada fotógrafa Annie Leibovitz está registrando imagens com um Pixel 3 (Captura de Imagem: Rafael Arbulu)

Junto dos novos Pixel, a Google também mostrou o Google Stand, uma dock para recarga wireless da bateria dos smartphones, que reconhecem automaticamente quando estão posicionados sobre o acessório, executando o Google Assistant para exibir opções específicas de interação com o usuário.

O sistema operacional, como já era de se esperar, é o Android 9 Pie. Mas com uma novidade: ao contrário dos seus predecessores, o Pixel 3 e o Pixel 3 XL dispensaram botões virtuais, favorecendo a navegação gestual e um forte foco na virtualização interativa, como o Google Assistant. De fábrica, o assistente virtual poderá inclusive monitorar chamadas telefônicas, evitando spams e propagandas, mas sempre com o poder de atender ou ignorar nas mãos do usuário. Isso pode levantar questões de privacidade no futuro, mas deixemos isso de lado por enquanto.

Pixel 3 e Pixel 3 XL saem por US$ 799 e US$ 899, respectivamente, podendo ser encomendados pelas lojas online da Google (Captura de Imagem: Rafael Arbulu)

Como sempre, a Google mantém a parceria com a Verizon Wireless como operadora oficial do Pixel 3 e Pixel 3 XL nos EUA, mas é possível adquirir o aparelho destravado pela loja online da empresaou pelo serviço Project Fi. Os preços sugeridos são de US$ 799 para o Pixel 3 e US$ 899 para o Pixel 3 XL. Com US$ 100 a mais, você leva as versões de 128 GB de armazenamento interno. O Pixel Stand para carregamento wireless sai por US$ 79. Quem comprar qualquer um dos dois smartphones, aliás, terá acesso a seis meses gratuitos do YouTube Music, o serviço de streaming de música da empresa.

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