YouTube Music | O que você precisa saber antes de assinar a plataforma?

YouTube Music | O que você precisa saber antes de assinar a plataforma?

Por Wagner Wakka | 26 de Setembro de 2018 às 19h50

O YouTube anunciou na terça-feira (25) a chegada ao Brasil de seu serviço de streaming de música por assinatura. Contudo, você já sabe tudo que dá para fazer na plataforma?

O programa traz uma assinatura mensal de R$ 16,90 para o plano mais básico, o qual inclui vídeos sem anúncios, reprodução em segundo plano e download para assistir offline. Caso se pague a versão Premium, de R$ 20,90 os usuários também têm acesso ao YouTube Originals, com conteúdos exclusivos para a rede social.

A diferença que o YouTube promete é a variedade de shows e versões variadas de músicas, bem como clipes oficiais. Mas será que vale pela qualidade?

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Arquivos variados

Um dos pontos fortes deste programa é poder ajustar a qualidade do áudio tanto para stream no computador quanto no app para Android e iOS. Em sessão de perguntas e respostas no último dia 21, a própria empresa explicou que a ideia não só garantir a maior qualidade, mas também facilitar a navegação de usuários com conexões mais lentas de internet. As opções são entre alta (em 256 kbps ACC), normal (128 kbps ACC) e baixa (48 kpbs ACC).

App oferece opções de economia de dados (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Um ponto negativo é que a empresa ainda não oferece nenhuma versão de áudio em FLAC ou mesmo em WAVE. Estes tipos de arquivo não têm nenhuma compressão e evitam perdas de qualidade. De acordo com o YouTube, para garantir streaming deste tipo de arquivo, haveria a necessidade de cobrar mais do usuário, sendo que o foco da plataforma agora é usabilidade e não áudio sem compressão.

Falta ainda muita coisa

Embora o serviço traga muita coisa de interessante da rede social, o serviço ainda carece de bastantes melhorias para ficar redondinho. Por exemplo, mesmo sendo um produto da Google, ele ainda não funciona tão bem com o Google Home e outros mecanismos como Chromecast — da forma como fazem seus principais concorrentes.

Outras ferramentas pequenas que seus concorrentes têm são tocar uma sequência de músicas sem pausa nenhuma (mesmo sem aquela pausa de milésimos de segundo entre uma música e outra), um widget para a home no Android e botão de bloquear uma música para que não apareça mais como sugestão.

Aliás, em se tratando de biblioteca do YouTube Music, algumas coisas ainda fazem falta. A primeira delas é que ainda há uma série de artistas que não sobem suas músicas originalmente na rede social. Isso acontece por conta de contratos com gravadoras e outras plataformas de streaming. Segundo o YouTube, a proposta é que artistas que não tenham um canal essencialmente na rede social possam aparecer nas buscas, tal qual acontece na versão gratuita da plataforma.

Biblioteca ainda traz limitação de artistas (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Outro problema relatado por usuários é de que algumas músicas não estão listadas em catálogos ou álbuns oficiais de artistas. Ou seja, embora não encontre o som no álbum, uma busca em separado mostra que a música existe no YouTube Music. A empresa prometeu já aprimorar esta ferramenta.

Mais uma opção já disponível nos concorrentes e que não aparece aqui são as abas de inscrição e gêneros musicais, ambas ferramentas em que o YouTube já trabalha.

Navegação truncada

Um dos pontos mais complicados do app do YouTube Music é a dificuldade de se organizarem as playlists. Atualmente, não é possível reorganizar a sequência de músicas depois de criada a lista. Ela mantém uma separação por data de inclusão, sendo que nem mesmo uma reorganização em ordem alfabética é possível. Aliás, vale lembrar que o número de músicas que um usuário pode curtir (e listar em suas preferidas) é de 5 mil títulos.

Neste tema também o app peca em não permitir uma das funções mais básicas para música: reprodução aleatória de todos os sons que você tem. Caso queira um efeito parecido com isso, precisa adicionar você mesmo uma por uma em uma outra playlist e então, nela, escolher a opção de aleatoriedade.

Número de múscas curtidas é limitado a 5 mil (Foto: Wagner Wakka/canaltech)

Offline

Uma das funções mais interessantes atuais do Google Play Music é a sua série de funções offline. A expectativa é de que, fazendo parte da mesma empresa, tais ferramentas apareceriam no serviço de assinaturas do YouTube. Contudo, não é o que acontece.

A empresa informou que está trabalhando em uma integração maior entre as duas plataformas. Isso quer dizer que, em breve, podem aparecer funções como a criação de uma lista automática de arquivos offline criadas por cache com base na navegação do usuário. Ou seja, caso você escute muito um determinado gênero, artista ou música, a própria plataforma disponibilizaria offline automaticamente.

Outra questão a ser acertada é a plataforma sempre optar por usar a versão baixada e evitar o streaming. Na versão atual, o aparelho só roda um arquivo baixado se você iniciar a música direto na aba de downloads. Caso você toque o som em qualquer outra aba, o app faz um novo streaming. A expectativa é de que o programa reconheça quando você já baixou o arquivo e sempre use a versão de download, economizando, assim, o plano de dados do usuário.

Por fim, sentimos falta de mais alguns detalhes, como a opção de desligar autoplay das músicas, integração com letras da músicas e uma plataforma mais simplificada para o website. A empresa promete fazer grandes atualizações até o próximo mês — e a gente está aqui no aguardo.

Fonte: Google

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