Apple atinge segundo bilhão de iPhones vendidos em tempo recorde

Apple atinge segundo bilhão de iPhones vendidos em tempo recorde

Por Vinícius Moschen | Editado por Wallace Moté | 23 de Setembro de 2021 às 08h41
Reprodução/Apple

A Apple superou a marca de dois bilhões de iPhones vendidos no planeta, somadas todas as gerações do dispositivo. Porém, ao contrário do primeiro bilhão em 2016, a marca decidiu não dar tanta ênfase ao fato, que não foi sequer citado no evento de lançamento da linha iPhone 13.

De acordo com o analista americano Horace Dediu, a explicação para o "esquecimento" desse marco está no simples fato de que o número de dois bilhões não gera tanto interesse ou surpresa quanto o bilhão inicial. De qualquer forma, o dado indica que a Apple vende iPhones em um ritmo cada vez mais rápido, já que foram nove anos entre o primeiro modelo de 2007 e o bilionésimo, e apenas cinco anos para atingir a mesma quantidade novamente.

iPhones Pro e Pro Max deverão ter vendas proporcionalmente mais altas dentro da linha (Imagem: Divulgação/Apple)

A linha iPhone 13 já mostrou ser bastante popular em vários mercados importantes do planeta. Na China, a quantidade de acessos no site da Apple foi tão grande que ele saiu do ar por alguns instantes, logo após o evento de lançamento da nova geração de smartphones. Todas as unidades reservadas para o primeiro dia após a apresesentação foram esgotadas, uma quantidade estimada em mais de 5 milhões de aparelhos.

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O interesse pelos modelos Pro e Pro Max chamou a atenção, já que também foram esgotados em questão de horas nos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo o analista Ming-Chi Kuo, os dispositivos mais caros da linha serão cerca de 45 a 50% de todos os iPhones da atual geração vendidos no planeta — um aumento de representatividade em comparação com o ano anterior, quando eles ficaram entre 35 e 40% do total. Kuo ainda espera um aumento geral de 15% nas vendas de todos os modelos da linha iPhone 13, em comparação com 2020.

Ao longo dos últimos anos, a Apple também procurou diversificar a sua base de usuários, com a implementação de quatro aparelhos na linha principal e cerca de 900 dólares de diferença entre a versão mais barata (iPhone 13 mini de 128 GB a 699 dólares) e a mais cara (iPhone 13 Pro Max de 1 TB a 1.599 dólares). Além disso, a marca também tenta se acomodar no mercado de smartphones mais acessíveis com o iPhone SE de 399 dólares — porém, essa é uma realidade mais presente em outros mercados, já que no Brasil ele é vendido a partir de R$ 3.699, um valor ainda mais alto do que a maioria dos intermediários.

iPhone SE procura competir em um mercado de aparelhos mais acessíveis, área em que a Apple não costumava atuar em anos anteriores (Imagem: Divulgação/Apple)

De acordo com pesquisas recentes, existem cerca de um bilhão de iPhones ativos no mundo inteiro, o que representa 26% do total de smartphones. O melhor mercado para a Apple segue sendo o dos Estados Unidos, com 60% da fatia no país, seguido pelo Reino Unido com 50%.

Ainda segundo Dediu, a Apple tende a permanecer com altas vendas de novos iPhones, mesmo que os modelos de anos anteriores permaneçam com alta performance e bons recursos. Isso acontece pois a marca consegue criar novas demandas que os próprios usuários não sabiam que tinham, como um sensor LiDAR, vídeos em macro ou um modo cinemático, por exemplo. Ou seja, enquanto a fórmula funcionar, os smartphones tendem a fazer sucesso e sempre ganhar os holofotes.

Fonte: Wccftech

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