Aparelho troca IMEI de celular roubado e consegue liberar uso na Anatel

Por Ricardo Ballarine | 23 de Fevereiro de 2018 às 12h18
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Ter o celular roubado é uma das maiores preocupações de qualquer proprietário. Uma das poucas seguranças que o usuário tem é que o aparelho é bloqueado caso seja feito um boletim de ocorrência. Isso acontece porque o IMEI (número de identificação único de cada aparelho) é um mecanismo que ajuda a reconhecer o celular e impedir seu funcionamento.

Dessa forma, os bandidos não conseguem utilizar o aparelho em nenhuma função — restaria a eles desmontar o item e vender as peças.

Mas o bloqueio do IMEI já não está sendo mais eficiente, pois um aparelho que consegue trocar o número por outro válido vem se popularizando— nesse caso, dois celulares teriam o mesmo número de IMEI. Depois, os smartphones são vendidos em feiras do rolo e grupos do Facebook.

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Uma reportagem da BBC mostrou que, em um grupo da rede social com 248 mil inscritos, uma mulher ofereceu de uma vez só 14 celulares "seminovos". Em outro grupo, um usuário ofertava três celulares por R$ 800. Segundo delegado do DEIC (Departamento de Investigações Criminais), são indícios de irregularidades.

Esse desbloqueador de IMEI é fabricado na China e na Coreia do Sul e pode ser obtido no Paraguai por US$ 350 (cerca de R$ 1.130). O aparelho apaga o código registrado no CEMI (Cadastro de Estações Móveis Impedidas) da Anatel. Com isso, o sistema reconhece o celular e libera o seu funcionamento.

Atualização online

Atualmente, somente dois modelos não correm o risco de serem desbloqueados: o iPhone X e o Galaxy S8. Mas especialistas alertam que em breve o desbloqueador deve ser atualizado. No momento em que algum hacker conseguir quebrar o código desses modelos, o aparelho receberá o update online.

Na tentativa de reduzir o roubo de celulares, a Anatel disse que vai bloquear os IMEIs de aparelhos piratas — no caso, se encaixam nessa definição um modelo sem identificação ou duplicado. O problema é que a medida só tem previsão de começar a valer em maio de 2018 e será implantada aos poucos — Goiás e Distrito Federal devem ser os primeiros lugares que verão as novas regras.

O funcionamento de aparelhos com o mesmo IMEI é possível porque o Brasil não exigiu a numeração exclusiva no registro de itens roubados no CEMI. Por isso, hoje, existem celulares diferentes com a mesma identificação.

Sobre os grupos que venderiam aparelhos roubados, o Facebook informou "remove qualquer conteúdo desse tipo assim que fica ciente e fornece os dados requisitados às autoridades".

Fonte: BBC

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